Buscando a notícia para você desde 2007 - Região dos Lagos - Ano 2015 -

Como ter uma alimentação saudável comendo em Buffet

Definitivamente a urbanização tomou conta do mundo. Um dos aspectos da urbanização que traz mais impacto à saúde é o da alimentação. As longas distâncias que separam a casa do trabalho, associado aos problemas de mobilidade urbana, obrigam as pessoas a comer fora de casa e poucos são os que têm disponibilidade de preparar seu almoço no dia anterior. A opção para muitos é o restaurante que oferece Buffet, que apresenta uma diversidade de opções com preços razoáveis.

Mas esta é uma alimentação saudável? Bem, é verdade que cada vez mais os restaurantes têm ampliado as opções saudáveis, com mais itens de saladas, cereais, frutas e vegetais. Mas as frituras e os alimentos ricos em carboidratos e gorduras continuam muito presentes. A escolha do que comer diante de tantas opções passa a ser um problema e experimentar um pouco de tudo pode não ser a melhor solução.

Uma pesquisa recente propôs estudar o comportamento de escolha dos alimentos pelas pessoas, conforme a disposição dos tipos de alimentos na mesa do Buffet. No estudo, publicado na revista científica PLoS One, os pesquisadores ofereceram duas mesas de Buffet de um café da manhã de estilo americano (incluía os mesmos 7 itens nas duas mesas: omelete de queijo, batatas, bacon, bolo de canela, granola com baixa gordura, iogurte desnatado e frutas) para 124 pessoas participantes de uma conferência, divididas em dois grupos. Cada uma das duas mesas apresentava os mesmos alimentos, só que em ordem inversa (dos menos saudáveis aos mais saudáveis e vice-versa). Em uma mesa os participantes encontravam os alimentos saudáveis primeiro, enquanto na segunda mesa os alimentos menos saudáveis de alta caloria iniciavam a mesa. Os pesquisadores registraram o que os participantes escolhiam em cada uma delas.

O estudo revelou alguns resultados curiosos e interessantes e, talvez, muito importantes para guiar nossas escolhas nos buffets. Na mesa em que os alimentos saudáveis aparecem primeiro, 86% dos participantes selecionaram fruta (que estava no início). Entretanto, quando os alimentos menos saudáveis apareceram primeiro, somente 54% escolheram fruta (que estava no final da mesa). Da mesma forma, quando os alimentos menos saudáveis apareciam primeiro, 75% escolheram omelete de queijo, enquanto somente 29% escolheram este item quando os saudáveis apareciam primeiro. Além disso, foi constatado que 66 por cento do total do prato é composto pelos três primeiros itens da mesa, independentemente se são os alimentos mais ou os menos saudáveis.

Se conscientemente decidimos ter uma alimentação saudável e com menos calorias, as primeiras escolhas no Buffet são críticas! Se for preciso, comece pelo fim da mesa do buffet.

Autor: ABC da Saúde

Referência Bibliográfica
- PLOS ONE - October 2013 | Volume 8 | Issue 10 | e77055

Dieta do Mediterrâneo reduz sintomas da menopausa

Os incômodos fogachos (ondas de calor) e suores noturnos, característicos das mulheres na menopausa, podem ser reduzidos pela ingestão de uma dieta do estilo mediterrâneo. É o que diz um estudo publicado em abril na revista científica American Journal of Clinical Nutrition. Pesquisadores australianos acompanharam por nove anos, durante a menopausa, mais de 6000 mulheres com idades entre 50 e 55 anos. No início do estudo 58 por cento das participantes referiram sentir um ou ambos os sintomas, fogachos e suores noturnos. Os resultados demonstram que as mulheres que seguiam um padrão de dieta semelhante à dieta do mediterrâneo tiveram uma probabilidade 20% menor de apresentar os sintomas da menopausa. No mesmo estudo, as mulheres que ingeriam uma dieta com muito açúcar e gordura tiveram uma probabilidade 23 % maior de apresentar os sintomas durante o período de nove anos da pesquisa.

Os fogachos e suores noturnos afetam a qualidade de vida e compõem a principal causa de busca de atenção médica pelas mulheres na menopausa.

O sistema vascular da pele é um importante regulador fisiológico da temperatura corporal e é controlado pelo cérebro, que recebe informações sobre a temperatura interna e externa do organismo. Quando a temperatura sai de uma faixa ideal, o cérebro ativa um sistema de controle de fluxo sanguíneo dos vasos cutâneos, aumentando ou diminuído a perda de calor para o meio ambiente, a fim de manter a temperatura do corpo dentro da faixa ideal, chamada de termoneutra.

Os fogachos e suores noturnos são sintomas vasomotores produzidos por respostas termorregulatórias extremas, que são resultados de uma inabilidade do organismo manter a temperatura corporal dentro da faixa ideal. Os mecanismos fisiológicos desta resposta ainda não são completamente compreendidos, mas sabe-se que a queda na concentração de estrógenos na menopausa seria um dos eventos moduladores.

O mecanismo de como um padrão de dieta pode influenciar a resposta vasomotora responsável pelos sintomas ainda é pouco claro. Um fato importante é que as mulheres que seguem uma dieta estilo mediterrânea apresentam também outros fatores de um estilo de vida mais saudável. Uma das principais características da dieta do mediterrâneo é a baixa ingestão de gorduras trans, associado a uma alta ingestão de fibras. Os autores do estudo sugerem que este padrão alimentar pode estar associado a uma menor variação nas concentrações de estrógeno.

Independente de se saber como age, a dieta do mediterrâneo pode ser uma boa alternativa para minimizar os desagradáveis efeitos da menopausa, considerando principalmente que o tratamento conhecido para estes sintomas é a terapia de reposição hormonal, que está sob suspeita de aumentar o risco para doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (derrame) e câncer de mama.




Fonte : Referência Bibliográfica
* Fonte: American Journal of Clinical Nutrition 2013;97:1092-9.


Fonte e Foto : ABC da Saúde

Uso excessivo de redes sociais está associado a depressão

O uso de redes sociais é um fenômeno global e em franco crescimento devido, principalmente, ao aumento do acesso a internet e a popularizaçao dos "smartphones".

Estima-se que cerca de dois bilhões de pessoas no mundo utilizam redes sociais.

A utilização destes recursos tecnológicos, sem dúvida, facilita a vida cotidiana das pessoas na medida em que permite uma comunicação interpessoal mais rápida e amplia o acesso a informação. Por outro lado, a observação de que o uso das redes sociais pelas pessoas tem se tornado excessivo, não seguindo um padrão de necessidade e mostrando, inclusive, características de adição (vício), vem gerando preocupações sobre possíveis impactos que este comportamento possa produzir no bem-estar físico e mental dos indivíduos.

Um estudo recente, publicado na revista Depression and Anxiety, procurou avaliar se existe alguma associação entre intensidade de uso das redes sociais e depressão. A depressão é uma doença de alta prevalencia, que acomete todas as idades, sendo uma das maiores causas de incapacidade nos países desenvolvidos. Múltiplos fatores contribuem para o desencadeamento da depressao e há um interesse crescente sobre o quanto o uso excessivo das redes sociais pode influenciar o bem-estar psicológico.

O estudo envolveu 1787 adultos com idades entre 19 e 32 anos. O tempo total de uso das redes sociais foi computado e a depressao foi avaliada por meio de um sistema de informação com uma escala de depressão. Os dados coletados foram submetidos a tratamento estatístico, que indicou uma robusta associação entre a intensidade do uso das redes sociais com depressão.

Este tipo de estudo, no entanto, não permite que seja estabelecida uma relação de causa e efeito. Estes resultados tanto podem indicar que o uso excessivo das redes sociais pode contribuir para a depressão, como podem sugerir também a forte possibilidade que pessoas que já apresentam sintomas de depressão estão mais propensas a usar mais as redes sociais.

Mesmo que fosse este o caso, entretanto, ficar mais tempo nas redes sociais não ajudaria a diminuir os sintomas de depressão. Além disso, o fato dos resultados apresentarem uma curva dose-resposta (quanto maior o uso das redes sociais proporcionalmente maior foi o grau de depressão) fala a favor da primeira possibilidade, sem no entanto torná-la conclusiva.

Respostas mais definitivas a esta questão só serao possíveis com a análise de um conjunto maior de estudos, o que certamente acontecerá em um futuro próximo.

Até lá o uso parcimonioso das redes sociais parece ser a atitude mais prudente.



Autor: Equipe ABC da Saúde

Referência Bibliográfica
-Depression and Anxiety 2016 - DOI:10.1002/da.22466 .

Confirmado os benefícios à saúde produzidos pela Dieta do Mediterrâneo.

Nos últimos anos vários trabalhos científicos têm confirmado os benefícios à saúde produzidos pela Dieta do Mediterrâneo.

Este livro utiliza como embasamento bibliográfico dezenas de publicações especializadas, sendo que três delas, publicadas nas mais prestigiadas revistas médicas mundiais, serviram como base para o livro.

A primeira destas publicações demonstrou, em uma população grega, que a maior aderência à Dieta do Mediterrâneo reduziu a mortalidade total por todas as causas (New England Journal of Medicine, de 26 de junho de 2003). A mesma conclusão foi obtida de um estudo que utilizou grupos, com pessoas de mais de setenta anos, de dez países da Europa, e que aderiram à Dieta do Mediterrâneo, combinada com atividade física, não fumar e consumo moderado de álcool (Journal of American Medical Association, de 22 de setembro de 2004).

O terceiro trabalho, mais recente, demonstra que um grupo de indivíduos com doença cardíaca que utilizaram a Dieta do Mediterrâneo, apresentaram uma redução significativa de mortalidade, em um período de quatro anos, quando comparados com cardíacos que não utilizaram a dieta (Archives of Internal Medicine, de 25 de abril de 2005)

Escrita pela Equipe ABC da Saúde - www.abcdasaude.com.br - , cuja visitação alcança mais de 2 milhões de visitas/mês, a idéia do livro é aplicar o conceito de que informação atualizada, associada a uma explicação acessível, baseada em evidências científicas, representa importante ferramenta de conscientização, primeiro passo na difícil empreitada de modificação de hábitos, e dessa forma colaborar com as políticas de prevenção em saúde.





O QUE É?

Dieta do Mediterrâneo, ou Dieta Mediterrânea, é um tipo de alimentação característica de alguns países da região do mar Mediterrâneo (Itália, Grécia, Portugal, Espanha, França e outros). Este padrão alimentar é composto, basicamente, de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas (maçã) e, principalmente, óleo de oliva, canola, cereais pouco moídos, nozes (pecan) e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho.

Vários estudos têm confirmado esta observação. A conclusão é de que quanto mais a pessoa pratica a dieta mediterrânea tradicional, menor a chance de morrer por qualquer causa, incluindo câncer (risco menor de 24%) e doenças cardíacas (risco menor de 33%).

Deve ser salientado que essas populações, originalmente, mantinham naturalmente atividade física regular o que, comprovadamente, por si só, contribui para a melhoria da saúde e da expectativa de vida.

NOSSA PROPOSTA

Nossa proposta é a associação da "Dieta do Mediterrâneo + Atividade Física" que, como está cientificamente comprovado, propicia a longevidade, diminuindo o risco cardíaco, de câncer e outras doenças.

Não se trata de um regime somente para emagrecer, mas uma dieta cujos componentes têm atividade terapêutica preventiva para toda a vida! Participe você também desta Revolução!





COMO FUNCIONA?

Uma dieta personalizada, a escolher entre 4 opções, para as suas necessidades calóricas para servir como sugestão a partir da qual você poderá compor a sua dieta com ênfase nos alimentos e os cuidados que compõem a nossa Dieta do Mediterrâneo;

Um conjunto de receitas equivalentes baseadas em calorias para substituição do prato principal do almoço, jantar e outras refeições;
Tabelas de calorias (frutas, legumes, verduras, bebidas e outros),
Tabelas de calorias de atividade caseiras e esportivas;
Orientações sobre os extras: bufês, domingos, dias festivos e suas compensações;
Apoio científico através de 17 artigos, escritos por especialistas nas diversas áreas médicas.











APOIO CIENTÍFICO

Compreende alguns capítulos:

I- Atividade Física

A equipe médica da Clínica FISICOR, composta de cardiologistas, também especializada em prevenção do risco cardíaco, através de diversos artigos em linguagem para leigos, descreve quais os melhores exercícios e os cuidados que devem ser observados.

II - Abordagem sobre assuntos médicos relacionados com a Dieta do Mediterrâneo

Outros temas que precisam ser conhecidos estão incluídos neste livro. Foram escritos por nossa equipe médica especializada, como importante complemento informativo de orientação, indispensável para toda pessoa que pensa seriamente em atualizar-se sobre as recentes diretrizes médicas nas diversas áreas da saúde, e cujo conteúdo, profundamente abordado e atualizado em nossa oferta, cuja leitura recomendamos fortemente como orientação antes de se iniciar qualquer programa de saúde e atividade física, e cuja relação segue abaixo para a sua referência:



01. Obesidade
02. Obesidade na Infância e na Adolescência
03. Vitaminas
04. Tabela dos Nutrientes
05. Hipertensão e Arterioesclerose
06. O Colesterol
07. Doenças Cardíacas e Fatores de Risco
08. Ômega-3 e Ômega-6
09. O Óleo de Oliva
10. Vinho e Saúde
11. Dieta, Calorias e a Lei da Termodinâmica
12. Calculando as necessidades Calóricas
13. Questionário de Avaliação de Saúde
14. Exercício e Prevenção de Doenças Cardiovasculares
15. Exercícios Aeróbicos
16. Caminhada
17. Exercícios na Terceira Idade
18. Alongamentos
19. Orientações para os Exercícios




Fonte e Foto : ABC Saúde

Qual a quantidade certa de atividade física?

Os exercícios físicos levantam uma questão: quanto é muito pouco, em excesso ou a medida certa para melhorar a saúde e a longevidade? Dois grandes estudos recentes trouxeram alguma luz ao assunto, sugerindo que a dose ideal de exercícios para uma vida mais longa é um pouco mais do que muitos de nós acreditamos, mas menos do que outros esperam. As pesquisas também descobriram que exercícios prolongados ou intensos provavelmente não são prejudiciais e podem somar anos à vida das pessoas.

Não há dúvidas de que qualquer quantidade de exercícios físicos é melhor do que nada. Como os remédios, eles são conhecidos por diminuir o risco de desenvolvermos várias doenças e de morte prematura.

Mas, ao contrário dos remédios, as atividades físicas não vêm com instruções de quantidades. Os parâmetros atuais das organizações de saúde e governamentais falam em 150 minutos de exercícios moderados por semana para manter a saúde e o condicionamento físico.

Mas nunca ficou claro se essa quantidade é o mínimo que as pessoas deveriam fazer ou se a dose ideal.

Os cientistas também não sabem se há um limite máximo, além do qual os efeitos se tornam prejudiciais; e qual a intensidade mais efetiva no que diz respeito à longevidade.

As novas pesquisas, publicadas na semana passada no JAMA Internal Medicine, tentam responder essas questões.

No maior dos dois estudos, os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer, da Universidade de Harvard e de outras instituições se juntaram e combinaram as informações de hábitos de exercícios de seis longas pesquisas sobre saúde, o que resultou em uma análise de dados de mais de 661 mil adultos, a maioria na meia idade.

Usando essas informações, os pesquisadores escalonaram os adultos pelo tempo semanal de exercícios, daqueles que não faziam nada até os que se exercitavam dez vezes ou mais do que as recomendações atuais (o que significa que faziam atividades físicas moderadamente 25 horas por semana ou mais).

Eles então compararam 14 anos de históricos de morte no grupo. Os pesquisadores descobriram que, como era esperado, as pessoas que nunca se exercitavam tinham maior risco de morrer prematuramente.

Mas aqueles que faziam algum exercício físico, mesmo sem chegar à quantidade recomendada, diminuíram o risco de morte prematura em 20%.


Aqueles que seguiam as recomendações à risca, completando 150 minutos de exercícios moderados por semana, tiveram maiores benefícios relacionados à longevidade: 31 por cento menos risco de morrer durante o período de 14 anos comparados com aqueles que não fizeram nada.

O ponto ideal para os benefícios, no entanto, foi para aqueles que triplicaram a quantidade recomendada, exercitando-se moderadamente, a maioria andando, por 450 minutos por semana, ou um pouco mais do que uma hora por dia. Essas pessoas tiveram um risco 39 por cento menor de morrer prematuramente do que aqueles que não faziam atividades físicas.

A partir daí, os benefícios se mantiveram estáveis, segundo os pesquisadores, mas não declinaram significativamente. Os poucos que faziam 10 vezes mais do que a quantidade recomendada tiveram praticamente a mesma redução no risco de morrer do que aqueles que faziam exatamente a quantidade recomendada. Eles não conseguiram uma melhora significativa na saúde para todas aquelas horas extras que gastaram suando. Mas também não aumentaram o risco de morrer jovens.

O outro estudo lançado recentemente chegou a uma conclusão parecida sobre a intensidade. Enquanto algumas pesquisas insinuaram que exercícios puxados e frequentes poderiam contribuir para a mortalidade precoce, o novo estudo descobriu o contrário.

Pesquisadores australianos examinaram de perto informações de uma pesquisa sobre saúde feita com mais de 200 mil australianos adultos, determinando quanto tempo as pessoas passavam se exercitando e quanto dos exercícios elas qualificavam de vigorosos, como correr ao invés de andar, ou jogar uma partida de tênis individual competitiva ao invés de um jogo de duplas tranquilo.

Então, eles analisaram as estatísticas das mortes. E, como no outro estudo, descobriram que cumprir as recomendações reduzia significativamente o risco de morte prematura, mesmo se o exercício fosse moderado, como andar.

Mas, se a pessoa fazia um exercício vigoroso, ocasional ou não, ganhava uma pequena, mas não insignificante, redução na mortalidade. Aqueles que passavam até 30 por cento do tempo dedicado às atividades físicas se exercitando de maneira vigorosa tiveram nove por cento menos risco de morrer prematuramente do que as pessoas que se exercitavam pelo mesmo tempo, mas sempre moderadamente. Aqueles que passavam mais de 30 por cento do tempo de atividades físicas em exercícios puxados ganharam uma redução extra de 13 por cento na mortalidade precoce, comparados com aqueles que não se esforçaram muito. Os pesquisadores não notaram qualquer aumento da mortalidade, mesmo entre aqueles poucos que faziam uma grande quantidade de exercícios intensos.

Claro que esses estudos se baseiam na lembrança nem sempre muito precisa de hábitos de atividades físicas e não são pesquisas aleatórias, então não podem provar que qualquer dose de exercícios causou mudanças nos riscos de mortalidade, apenas que há uma conexão entre a prática de atividades físicas e os riscos de morte.

Ainda assim, as conexões foram fortes e consistentes e a mensagem parece bastante clara, de acordo com os pesquisadores.

Qualquer pessoa que pode fazer atividades físicas deveria tentar "chegar a pelo menos 150 minutos de exercícios por semana e cerca de 20 a 30 minutos de atividade vigorosa", afirma Klaus Gebel, pesquisador sênior da Universidade James Cook, em Cairns, na Austrália, que liderou a segunda pesquisa. E, uma dose maior, para aqueles que quiserem, não prejudica a saúde, diz ele.



Fonte e Foto : UOL Saúde

Quem dorme bem é bom de memória

A nossa vida é o que aprendemos e guardamos na memória. Desde que nascemos vamos adquirindo conhecimentos acerca do mundo, estes conhecimentos são codificados e armazenados pela memória para posterior evocação.

Sabemos identificar e dar significado às coisas, pessoas e lugares devido ao processo de aprendizado e memória.

Existem diferentes dimensões da memória relacionadas com a temporalidade do armazenamento e com a natureza das informações armazenadas. A complexidade das interações envolvidas nos diferentes processos de codificação, armazenamento, consolidação e evocação da memória conferem à pessoa a sua individualidade.

Evidências científicas recentes têm demonstrado um efeito positivo do sono sobre o processo de consolidação de muitos tipos de memórias. Um novo trabalho publicado na edição de dezembro da revista científica Neurobiology of Learning and Memory estudou a influência do sono sobre um aspecto específico da memória, relacionado com os processos que possibilitam a lembrança de um nome associado a um rosto. Aparentemente esta lembrança apresenta um maior grau de dificuldade e requer a ativação de diferentes regiões do cérebro, assim como uma forte conectividade entre estas regiões.

A pesquisa contou com a participação de voluntários adultos a quem eram mostradas 20 fotos de rostos com respectivos nomes. Doze horas depois as fotos eram mostradas novamente e os nomes deveriam ser relacionados com os rostos. O teste foi realizado duas vezes - na primeira fase os participantes dormiram até 8 horas no período entre o momento que as fotos e nomes foram mostrados pela primeira vez e o momento seguinte, quando tiveram que associar as fotos aos nomes. Na segunda fase as 12 horas de intervalo entre o aprendizado e a evocação eram cumpridas com atividades diárias regulares, sem dormir.

Os participantes tiveram um melhor desempenho na associação do rosto ao nome após o período em que dormiram.

Estes achados sugerem que dormir bem após um processo de aprendizado de coisas novas pode ajudar as pessoas a ter uma maior retenção da nova informação. Os pesquisadores comentam também que é possível que em pessoas idosas as desordens de sono características da faixa etária podem dificultar o processo de aprendizagem de coisas novas.

Não podemos esquecer que o advento das novas tecnologias de mídia (computadores, celulares, tablets, etc.) tem afetado substancialmente o tempo de sono das pessoas, principalmente crianças e adolescentes, e isto poderia contribuir para dificuldades de aprendizagem.



Fonte e Texto : ABC da Saúde

Foto : Google

Referência Bibliográfica
-Neurobiology of Learning and Memory 126 (2015)31-38 http://dx.doi.org/10.1016/j.nlm.2015.10.012

Comer fora significa comer mais

São várias as razões que podem ser arroladas para explicar o crescimento do hábito das pessoas fazerem suas refeições fora de casa. A urbanização associada a um aumento na dificuldade de mobilidade, a carga de trabalho que deixa pouco tempo para a refeição, a inserção de um maior número de pessoas da mesma família no mercado de trabalho, a redução do preço médio pago por uma refeição em restaurantes ou lanchonetes. Enfim, todas são razões justificáveis. Comer fora, que era uma situação especial poucas décadas atrás, passou a ser a regra e o fogão, na maioria das residências modernas, deixou de ser um eletrodoméstico de primeira necessidade.

As consequências para a saúde deste novo comportamento estão sendo estudadas. Uma pesquisa recente publicada na revista científica Journal of the American of Nutrition and Dietetics indica que uma refeição de restaurante ou fast-food, nos Estados Unidos, contém uma quantidade de calorias muito superior à recomendada como saudável. O estudo fez uma análise da quantidade de calorias contidas em refeições únicas de 364 restaurantes, tanto de grandes cadeias de fast-food quanto em pequenos restaurantes locais, no período de 2011 a 2014. Noventa e dois por cento dos restaurantes analisados tinham a quantidade de calorias por refeição superior a que é recomendável. A média foi de 1200 calorias por refeição. Considerando as 570 calorias recomendadas para uma mulher ingerir no almoço ou no jantar (para homens é um pouco mais), este valor é maior que o dobro das necessidades.

Impressiona ainda mais o fato que foram consideradas somente as calorias do prato principal, não sendo computados no estudo os valores da entrada, das bebidas e da sobremesa.

Uma das explicações para estes excessos está na competição no ramo de refeições, o que tem levado os estabelecimentos a aumentar suas porções para cativar seus clientes. Ao comer com frequência em restaurantes e lanchonetes as pessoas acabam ingerindo um excesso de energia que será armazenado sob forma de gordura. Isto sem contar a quantidade de sódio e gorduras saturadas e gorduras trans contidas nestas refeições que, independente das calorias, pode por si só trazer danos à saúde.

Outro aspecto exposto pelo estudo é o de que as cadeias de fast-food não são as únicas culpadas, já que a média de calorias por refeição destas lanchonetes foi semelhante ao de restaurantes, mesmo os pequenos e locais.

Algumas dicas dos pesquisadores para tentar diminuir o impacto do problema são: - diminuir a frequência com que a pessoa come em restaurantes (cozinhar sua própria comida é a melhor opção); - dividir uma porção entre 2 ou 3 pessoas; - solicitar a porção para crianças.

Em relação aos restaurantes, a oferta de porções menores com preços proporcionais poderia ser uma alternativa interessante.

Estes resultados servem de alerta para que os novos hábitos e comportamentos induzidos pelas rápidas mudanças socioeconômicas devam ser continuamente analisadas quanto aos seus potenciais efeitos sobre a saúde.



Autoria da matéria : ABC da Saúde
Foto : Critico Revoltado

Referência Bibliográfica
-Journal of the American of Nutrition and Dietetics - Jan 19 DOI: 10.1016/j.jand.2015.11.009.

Os mistérios da menopausa que a ciência ainda não conseguiu resolver

A ciência ainda não tem respostas para algumas questões básicas a respeito da menopausa: para que ela serve? Como funciona? Qual a melhor forma de tratamento?

Uma reportagem detalhada na revista especializada Nature afirma que 


"a vida útil dos ovários humanos está determinada por uma coleção de fatores genéticos, hormonais e ambientais complexa e altamente não identificada".

Também é pouco o que se sabe sobre quando os ovários começam a falhar e os níveis de hormônio começam a flutuar.

Do ponto de vista biológico ou intelectual a menopausa também não faz muito sentido.

Pesquisa liga fumo à menopausa precoce em mulheres

Vida sexual da mulher pode melhorar após menopausa, diz estudo

Em um livro lançado recentemente sobre a ecologia dos primatas é explicado que a "menopausa ainda é considerada uma característica distintiva dos humanos".

Vivemos muito além de nossa idade reprodutiva e, para ajudar a explicar as implicações deste fato, existe a chamada "hipótese da avó".

Segundo este raciocínio as mulheres vivem muito além da idade reprodutiva pois sua presença beneficia os filhos e netos.

Comportamento diferente
Uma mulher pode nascer com mais de um milhão de óvulos em seus ovários. A cada mês um destes óvulos é liberado, um processo desencadeado pela liberação de hormônios, incluindo estrogênio.

Depois dos 40 anos, os ovários começam a excretar menos estrogênio e, citando a organização especializada em saúde feminina Women's Health Concern, isto faz com que o corpo se comporte de "uma forma diferente".

O corpo de cada mulher reage de uma forma diferente às mudanças dos níveis de estrogênio, dificultando certos diagnósticos de menopausa.

As diretrizes do Instituto Nacional para Saúde e Excelência do Cuidado (NICE, na sigla em inglês), um instituto do governo para a melhora da saúde e o cuidado social na Inglaterra e País de Gales, advertem contra qualquer outro procedimento que não seja a observação para o diagnóstico.

Durante a conferência anual da Sociedade Britânica de Menopausa foram revelados vários dados. Por exemplo: as doenças cardiovasculares são a causa de morte mais comum entre as mulheres, dez vezes mais que o câncer de mama, segundo o cardiologista Peter Collins.

Outro problema: são receitados muitos remédios e feitas muitas recomendações de forma irresponsável: lubrificantes vaginais, isoflavonóides, vitamina D e antidepressivos, vitaminas etc.

A mensagem espantosa passada durante a conferência foi consistente: um transtorno que afeta metade da população mundial está tristemente negligenciado.

Não há dados nem medicamentos suficientes. A falta de atenção em relação à menopausa e a saúde da mulher em geral sempre dificultou a vida de qualquer um que tente cuidar de uma mulher nesta fase.

Reposição hormonal
No começo do século 21 o tratamento para menopausa ficou ainda mais difícil.

Até 2002, era receitada às mulheres a terapia de reposição hormonal para ajudar a combater os sintomas da menopausa.

Para as mulheres que ainda tinham útero, a terapia era uma combinação de estrogênio e progesterona.

Mas um estudo publicado na Women's Health Initiative afirmava que esta terapia aumentava o risco de infarto, de acidente vascular cerebral, da criação de coágulos, de câncer e demência.

Meios de comunicação bombardearam as mulheres com a mensagem que a terapia de reposição hormonal era perigosa - apesar de que, desde então, já saíram vários estudos questionando os resultados da Women's Health Initiative e outras pesquisas parecidas.

Recentemente a Sociedade Britânica de Menopausa escreveu que, se este estudo tivesse sido publicado agora, teria tido "muito menos impacto na mulher pós-menopáusica".

Na clínica de tratamento da menopausa da especialista Julie Ayres, em Leeds, na Inglaterra, a maioria das pacientes chegam com ideias pré-concebidas.

"Elas dizem 'já sei que há risco de câncer de mama (na terapia de reposição hormonal)'", segundo a médica. Mas, a especialista afirma que elas estão tão desesperadas com os sintomas, que aceitam todos os tratamentos.

— Chegam com palpitações, ansiedade e ataques de pânico e acreditam que vão ficar loucas.

E o que ocorre, na verdade, é que estão sofrendo com o poder do estrogênio no corpo.

— Mas como têm palpitações, o médico de família não receita a terapia de reposição hormonal devido ao risco cardíaco.

Proteção
Na conferência da Sociedade Britânica de Menopausa o especialista em metabolismo John Stevenson, do Hospital Royal Brompton, apresentou um trabalho sobre o papel protetor que a terapia de reposição hormonal pode ter para o coração.

Sergundo ele é "provavelmente o melhor tratamento apra as mulheres pós-menopáusicas".

Hoje existem outros tratamentos como o da terapia de hormônios bioidênticos, que usa estrogênio derivado de plantas como a soja e a batata, e a progesterona está micronizada, um processo que reduz o diâmetro das partículas sólidas.

O especialista Yehudi Gordon, que tem uma clínica de tratamento com hormônios bioidênticos em Londres, explica que estes fatores fazem com que este tipo de hormônio seja melhor processado para o corpo humano do que qualquer outro preparado convencional.

No entanto, atualmente não há nenhum controle ou regulamentação na produção, receitas e doses dos hormônios bioidênticos.

Críticas
Escritores como Louise Foxcroft e Roy Porter criticaram a medicalização de algo que é natural e inevitável na vida das mulheres.

Esta postura pode ser questionada por muitos médicos, profissionais de saúde e por muitas mulheres que estão passando por esta etapa da vida.

E, por isso, surgem dúvidas de como as mulheres na menopausa devem proceder.

O que se sabe é que as reações à menopausa podem variar de acordo com a cultura, dieta, o estilo de vida, a idade e a condição física da mulher.

Em vários lugares da Grã-Bretanha a estimativa é que aproximadamente 75% das mulheres na menopausa sofram com ondas de calor. Segundo as estimativas, o número das japonesas que afirmam sofrer com este mesmo problema é bem menor, uma em cada dez.

No entanto, durante uma visita ao Japão, a ginecologista e editora da revista especializada em terceira idade Maturitas, Margaret Rees, ouviu muitas mulheres que disseram que sofriam com as ondas de calor mas apenas não falavam a respeito.

Também há um componente cultural sobre a menopausa que pode distorcer as coisas: algumas depressões estão ligadas ao transtorno hormonal causado pela menopausa, mas algumas podem ocorrer devido ao desprezo das outras pessoas relatado por mulheres nesta fase da vida.

Contudo não há dúvida de que a população de mulheres que sofre com os sintomas da menopausa é imensa e não está sendo bem atendida.



Fonte : BBC Brasil
Foto   : Internet

Carnaval preocupa infectologistas. - "Ele pode espalhar o "ZIKA" mais rápido" - Coluna Saúde

Para os especialistas, o Carnaval reúne fatores de risco preocupantes para o aumento da transmissão do zika, num momento em que a epidemia ainda se encontra em curva de ascensão no Brasil.

O alerta se soma a um comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, escritório regional nas Américas da Organização Mundial da Saúde), que nesta segunda-feira relatou aumento de casos da síndrome de Guillain Barré em países com epidemias de zika. 

Em julho de 2015, 42 pessoas foram confirmadas com a doença, que causa problemas neurológicos, na Bahia.

O "coquetel explosivo" do Carnaval inclui, segundo os infectologistas, as grandes aglomerações de pessoas, em geral com poucas roupas e mais vulneráveis às picadas do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika), possibilidade de chuvas, maior quantidade de lixo nas ruas e por consequência mais chance de potenciais criadouros do mosquito.

Isso se soma ao maior numero de relações sexuais sem proteção e risco de gestações indesejadas justamente nos locais de maior incidência do vírus relacionado à má formação fetal, dentre outras consequências ainda pouco conhecidas.

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, dos 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em todo o país, 1.236 estão em Pernambuco, primeiro Estado a identificar o aumento do problema, onde foi decretado o estado de emergência desde novembro. Em segundo está a Paraíba, com 569 casos, e em terceiro a Bahia, com 450 ocorrências. O Rio de Janeiro fica em 9º lugar, com 122 casos.

Os infectologistas falam sobre os alertas e a preocupação com o potencial de aumento da epidemia, e questionou  como estão os esforços de prevenção e contenção do problema junto ao Ministério da Saúde e às prefeituras de Recife, João Pessoa, Salvador e Rio de Janeiro - capitais com expressivos carnavais de rua que atraem milhares todos os anos e onde há forte presença do Aedes aegypti e de casos de microcefalia.

Alerta, riscos e 'coquetel explosivo'
Nancy Bellei, coordenadora de virologia clínica da SBI, cita a preocupação com a transmissão sexual devido a um estudo de 2011 que teria documentado como um cientista americano vindo do Senegal, que passava por um surto de zika, teria transmitido a doença para a mulher, nos Estados Unidos, através do sêmen.

"Ainda precisamos de mais estudos sobre a relevância epidemiológica dessa forma de transmissão, mas até pouco tempo também não sabíamos da ligação entre o zika e a microcefalia. É uma doença nova, sobre a qual ainda não se sabe muito. Não precisamos esperar para nos protegermos. Não se pode descartar a chance de termos até um aumento de casos de zika após o Carnaval justamente pelo contato sexual", diz.

Nancy explica que o potencial de propagação do zika devido ao Carnaval também depende da existência do mosquito nos locais de origem dos turistas.

"Se a pessoa vai para uma capital com grande Carnaval de rua, é picada e infectada pelo zika e volta para sua cidade mas lá não há o mosquito, ela vai adoecer, se tratar, e tudo bem. Agora, se o local de origem tiver o Aedes, o mosquito pode picar essa pessoa, receber o vírus e introduzir a doença num local até então livre dela, no carnaval pode acontecer isso", explica.

Segundo a especialista, o Aedes é encontrado em todos os Estados, mas a região Sul estaria menos vulnerável, por ter clima mais frio e tradicionalmente apresentar menor incidência do mosquito.

A pesquisadora Elaine Miranda, professora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, concorda que o alerta é oportuno e diz que, dadas as características de massa de um evento como o Carnaval, quando a capacidade de resposta das unidades de saúde tende a ser superada, é crucial que as cidades estejam preparadas para receber milhares de foliões em meio a uma epidemia em curso.

"Medidas de controle já vêm sendo implementadas em todas as capitais referidas. No entanto, a complexidade do controle do mosquito e consequentemente da transmissão do vírus vai muito além de medidas pontuais e pensadas para eventos de massa, tais como o Carnaval", avalia.

A virologista Nancy Bellei, da SBI, diz que é primordial que se faça um alerta muito claro. 

"Eu acho um erro ignorar estes riscos e não fazer um grande alerta. O Brasil tem essa cultura, de que se você fala a verdade está disseminando o pânico. Em outros países é diferente", diz.

Para ela, é importante deixar claro que as pessoas estão viajando para uma área de alta infestação de Aedes aegypti, e que se voltarem para casa com febre sem nenhum outro sintoma de infecção precisam procurar atendimento médico para serem investigadas para dengue, chikunguya ou zika.

Precaução e recomendações
Na visão das especialistas é importante que as pessoas tentem se proteger e tomem medidas de precaução durante o Carnaval. Elas também cobram medidas do Ministério da Saúde e das prefeituras de grandes capitais acostumadas a receber milhares de turistas.

"Práticas educativas e de alertas para os foliões são tão bem-vindas como são estas mesmas práticas para a população em geral. Sem dúvida todos devem ser orientados a agir em seu próprio benefício suscitando assim, uma mudança de comportamento e consequente redução da vulnerabilidade", diz Elaine Miranda, da Escola Nacional de Saúde Pública.

Para os foliões, as principais recomendações são colaborar no controle do mosquito, evitando deixar água parada, além do uso de preservativos nas relações sexuais. O uso de repelentes pode ajudar, desde que o produto seja reaplicado conforme as orientações do fabricante. Usar calça e camisas compridas também pode ajudar, diminuindo a área exposta ao mosquito - algo difícil de ser colocado em prática em meio às altas temperaturas dos blocos de rua.

Quanto às prefeituras, as especialistas recomendam ações intensificadas de controle do mosquito, além de uma preparação das unidades de saúde pública e cartilhas informativas, alertando sobre riscos e a necessidade de se proteger, além das orientações de procurar atendimento médico o mais rápido possível em caso de febre sem indicações claras de outras infecções. As prefeituras devem recolher as "latinhas" deixadas nas ruas e os frequentadores devem ajudar jogando-as no lixo.
Ministério da Saúde diz que tem fortalecido a capacidade de atendimento e articulação do SUS em cidades que recebem grande influxo de turistas e que o país está habituado a sediar eventos de massa com sucesso, tais como a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo.

Em nota, o ministério também destacou o site www.saude.gov.br/viajante, no ar desde maio de 2013, onde há dicas de prevenção e cuidados durante viagens para brasileiros e estrangeiros nos idiomas português, inglês, espanhol e francês.

O governo também cita um comunicado especial enviado pelo Ministério do Turismo no início de janeiro a 56 mil hotéis, bares e restaurantes, agências de viagens e transportadores turísticos em todo o país acerca dos cuidados com a proliferação do Aedes aegypti e os riscos da dengue, chikungunya e do zika vírus.

"No material estão listados as medidas que devem ser tomadas nos locais com potencial para proliferação do mosquito como jardins, quintais, cozinhas, depósitos, animais de estimação e banheiros. Como os meses de janeiro e fevereiro são de alta temporada no Brasil, o Ministério do Turismo também tem orientado o turista, antes de viajar, a ficar atento para evitar que a própria casa transforme-se em um criadouro para o mosquito. São informações como cuidados com a piscina, geladeira e caixa d'água", acrescenta a nota.


RECIFE
A capital do Estado mais afetado pelo zika até o momento, com 1.236 casos de microcefalia relacionados ao vírus e estado de emergência decretado desde novembro tem um dos carnavais de rua mais agitados do país. Em 2015 foram mais de 1 milhão de foliões, aumento de 17% em relação a 2014. A prefeitura informou as seguintes medidas à BBC Brasil:

Intensificação do combate ao mosquito desde o primeiro semestre de 2015; reforço das Forças Armadas ajudou a controlar a epidemia em junho; índice LIRAa (Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti), de infestação vetorial, se encontra em 1,1 para cada cem casas, mais baixo para meses de janeiro em dez anos; mutirões para identificar focos do mosquito no circuito do Galo da Madrugada, centro do Recife e palcos da Prefeitura nos bairros; orientações e conscientização com 500 organizadores de blocos; panfletagem em todas as entradas e saídas da cidade e folder bilíngue orientando a procura do atendimento médico assim que apresentem qualquer sintoma; orientação do uso do preservativo e prevenção é parte das campanhas, evita também a gestação indesejada.


JOÃO PESSOA
Embora não esteja entre os maiores carnavais do país, a Folia de Rua, projeto que agrega dezenas de blocos uma semana antes do Carnaval, reuniu cerca de 300 mil pessoas em João Pessoa em 2015. Capital do Estado com o segundo maior numero de casos de microcefalia relacionados ao zika (569), a cidade deve prepara as seguintes medidas:

Controle de vetores e ações educativas; de 25 de janeiro a 19 de fevereiro, utilização do carro "fumacê" nas áreas de concentração e desfiles dos blocos, rodoviária e estação ferroviária, e em torno dos retiros religiosos; visitas e batidas de focos em ação conjunta com soldados do Exército Brasileiro; no último LIRAa registrou-se 0,3 para cada cem casas, indicando um baixíssimo risco de infestação do mosquito.

SALVADOR
De acordo com o governo baiano, o Carnaval de Salvador reuniu 700 mil foliões em 2015, e somente pelo aeroporto da cidade passaram mais de 35 mil pessoas por dia durante a festa. Capital do Estado com o terceiro maior número de casos de microcefalia relacionados ao zika (450), a cidade informou à BBC Brasil as seguintes medidas:

Ações desde 4/12/2015, com início das festas, que só se encerram no fim do Carnaval; Call Center para receber denúncias de focos de mosquito e relatar sintomas, receber orientações (71 3208 1808); durante o Carnaval há borrifação de inseticida em torno de todas as UPAs da cidade; cidade conta com 60 máquinas portáteis de "fumacê", 51 agentes e oito veículos; antes e depois do período do Carnaval faremos inspeção e borrifação de inseticida em torno dos palcos em alguns bairros e nos três circuitos oficiais Dodô (Ondina), Osmar (Avenida Sete) e Batatinha (Pelourinho), incluindo bocas de lobo; trabalho educativo em aeroporto, rodoviária e no circuito, distribuindo a "mãozinha da dengue", que serve como um leque, com elástico, e traz diversas orientações; orientação do uso e distribuição de preservativos, além da fiscalização do descarte dos banheiros químicos; técnica do bloqueio, quando se envia uma equipe até a casa da pessoa infectada para borrifar inseticida e tentar bloquear transmissão para outras pessoas.

RIO DE JANEIRO
O Carnaval do Rio levou 4,7 milhões de pessoas às ruas em 2015, 300 mil a menos do que os 5 milhões registrados em 2014. Destes, 977 mil eram turistas, segundo a Riotur. Os maiores blocos da capital do Estado em 9º no ranking de microcefalia relacionados ao zika, com 122 casos, costumam reunir de 350 mil a 1 milhão de pessoas.

A Prefeitura do Rio não informou as medidas de controle e prevenção do Aedes aegypti e das três doenças que ele transmite



Fonte : BBC
Foto 1: G1
Foto 2: Gely
Foto 3: Gely

Cuidado com o Verão - Coluna Saúde

Sei que muitos de nós não conseguimos manter uma alimentação bem regradinha, sempre tem um deslize aqui, um escorregão ali, e assim anda nossas vidas, e todos nós sabemos que a alimentação vai muito além de uma dieta ou de estética, alimentação é SAÚDE.

Com esse verão que estamos e iremos enfrentar aqui no Brasil, nada melhor do que alimentos que refrescam e amenizam todo esse calor.

Eu não sei vocês, mais no verão eu não gosto de comer coisas muito pesadas, gosto mais de um sorvete, um açaí, sucos..., por um lado é maravilhoso, no outro nem tanto, porque nessa época só lembramos de nos refrescar e esquecemos da saúde.

Se tomarmos sorvete toda hora, é claro que não acabará muito bem, por isso listei alguns alimentos até meio óbvios que estou comendo agora no verão, e que além de refrescar fazem bem para a saúde.

E é valido lembrar que antes eu nem ligava muito para estes itens, achava que se colocasse algo “mais gostoso” no lugar fizesse o mesmo efeito, e foi agora, nesse calorzão que meu corpo sentiu falta de todos os benefícios que vem agregado a uma alimentação saudável.

- Agua: Item essencial, por isto está no topo da lista, a agua é fonte de vida, hidrata, faz bem para a pele, para o cabelo, e tudo, agua ajuda em tudo o que é necessário

- Frutas: As frutas também são indispensáveis, por que além de serem ricas em liquido são bem vitaminadas, o que só tem a agregar a todos nós.

-Verduras e legumes: Nem todo mundo gosta, mais acredite, faz um bem danado no nosso organismo, são alimentos leves e saudáveis, que como sempre digo, dao equilíbrio ao corpo

- Carboidratos: Nosso corpo, mesmo no calor, no frio, na dieta ou fora dela precisa de carboidratos para se sustentar, são alimentos riquíssimos, mas que se consumidos em excesso podem se tornar os vilões

Bom amigos, estas foram as dicas que eu estou aderindo no meu dia a dia, mais vale dizer que tudo em excesso faz mal (exceto água), por isso procure seguir uma alimentação saudável ou procure um profissional para te auxiliar.

Um abraço 

Antonia da SEM PELO