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Bebidas energéticas ameaça à saúde.

Os energéticos, como são genericamente chamados, são bebidas que contêm substâncias estimulantes, predominantemente a cafeína. O consumo tem crescido vertiginosamente em todo o mundo nos últimos anos e a sua ingestão, de forma indiscriminada, principalmente por adolescentes e adultos jovens, tem preocupado as autoridades de saúde em vários países. Dezenas de trabalhos científicos têm sido publicados, com resultados que sugerem um efeito potencialmente prejudicial à saúde, parte deles atribuído ao excesso de cafeína.

Em recente encontro da Associação Americana do Coração, foram apresentados resultados de uma análise de trabalhos publicados que avaliavam o possível impacto dos energéticos sobre a saúde. As pesquisas realizadas em indivíduos jovens sadios entre 18 e 45 anos demonstram que as bebidas energéticas podem alterar o ritmo cardíaco e aumentar a pressão arterial.

Considerando que o metabolismo da cafeína é mais lento durante a puberdade devido ao aumento natural do hormônio de crescimento, essa faixa etária estaria mais vulnerável aos efeitos adversos da cafeína, dentre eles dor de cabeça, insônia, náusea e vômito, impaciência e irritabilidade.

Dentre os motivos que levam os jovens a consumir este tipo de bebida estão a estimulação que deixaria o indivíduo mais alerta, a pressão dos amigos e a suposta melhora de desempenho esportivo.

A combinação destas bebidas com álcool tem se tornado frequente entre jovens em festas e bares, o que pode causar problemas adicionais.

O conjunto de evidências científicas até agora conhecidas são suficientes para estimular a estratégia de precaução no consumo deste tipo de bebida e reforçam a necessidade de uma indicação pelos fabricantes de potenciais efeitos adversos, com a finalidade de proteger os consumidores, principalmente os mais jovens.


Referência Bibliográfica

*American Heart Association Meeting Report - Abstract #P324 - March 21, 2013
*Journal of Public Health Policy advance online publication, 14 March 2013; doi:10.1057/jphp.2013.6
*Nutrition Reviews 2013 Mar;71(3):135-48. doi: 10.1111/nure.1200
*Paediatric Child Health. 2012 February; 17(2): 101

Hipertensão e alimento industrializado.

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular (infarto) e acidentes vasculares cerebrais (derrame). Estas doenças estão no topo do ranking das causas de morte prematura. Portanto, combater a hipertensão é uma forma eficaz de diminuir estas mortes. Por este motivo o controle da hipertensão arterial é um dos objetivos principais a ser atingido pelas políticas de saúde pública no mundo inteiro. Dentre as abordagens para este controle, a principal está relacionada com estilo de vida, onde dieta adequada e atividade física servem como os pilares destas políticas.

No que tange à dieta, a atenção dos pesquisadores, historicamente, tem se concentrado no sal. Existe uma série de evidências que comprovam que o excesso de sal na dieta moderna exerce um papel preponderante na causa da hipertensão. Considerando que em torno de 75% do sal ingerido na dieta provém de alimentos industrializados ou processados, o controle da ingestão de sal está se tornando cada vez mais difícil.

Agora, um novo aspecto vem sendo agregado à relação entre hipertensão e alimentos processados. Um estudo publicado no início de dezembro na revista científica Open Heart alerta para a entrada em cena de um novo personagem, presente, também em grande quantidade, no alimento processado (mesmo que muitas vezes não seja percebido) - este vilão é genericamente chamado de açúcar. São os carboidratos refinados - sacarose, glicose, frutose ou mesmo amido, que se degrada nestes açúcares simples. O estudo sugere uma série de mecanismos biológicos pelos quais estes açúcares, já bem conhecidos como fatores de risco para doenças metabólicas, podem também ser diretamente responsáveis pelo desenvolvimento da hipertensão arterial.

A principal preocupação dos pesquisadores é que a indústria alimentícia, ao ser pressionada para reduzir a quantidade de sal nos alimentos processados, tem aumentado, como compensação, a quantidade de açúcar nestes alimentos. Desta forma, as campanhas de redução de sal não surtiriam efeito, ao contrário, potencialmente poderiam aumentar o risco de hipertensão.

Se sua pergunta agora é: - Como sei o que é alimento processado ou industrializado? A resposta é simples: é processado ou industrializado todo o alimento que vem em embalagem, em lata ou em vidro.

E, no que diz respeito a açúcares dos diferentes tipos, os refrigerantes e os sucos adoçados são os mais ameaçadores à sua saúde!

Dê sempre preferência aos alimentos in natura, integrais, e o menos refinado possível.

Referência Bibliográfica
-Open Heart -2014;1:e000167. doi:10.1136/openhrt-2014-000167

Dieta do Mediterrâneo é a resposta para viver mais e melhor.

A dieta do mediterrâneo é um padrão alimentar típico das populações que vivem próximas ao mar mediterrâneo (sul da Europa) e que possuem vários elementos em comum, como o consumo preponderante de frutas, legumes, nozes, grãos integrais, peixe e óleo de oliva. Os benefícios à saúde da dieta do mediterrâneo já estão bem evidenciados em diversos trabalhos científicos, que demonstram efeitos como redução da mortalidade, aumento da longevidade e redução de doenças crônicas.

Resultados de uma nova pesquisa vêm somar-se a este já amplo contingente de evidências científicas favoráveis à esta dieta. A novidade deste novo estudo é a abordagem genética dos efeitos da dieta do mediterrâneo. A pesquisa, publicada no dia 2 de dezembro na revista British Medical Journal, teve como objetivo examinar se existe alguma associação entre a aderência à dieta do mediterrâneo e o tamanho dos telômeros.

Os telômeros são biomarcadores do envelhecimento e consistem de sequências repetitivas de DNA nas porções finais dos cromossomas.

Os telômeros sofrem um enfraquecimento natural pelos processos de divisão celular, tornando-se progressivamente menores com a idade, motivo pelo qual eles funcionam como um marcador de longevidade. O enfraquecimento dos telômeros pode ser acelerado por estresse oxidativo e inflamação. Telômeros curtos estão associados com uma menor expectativa de vida e uma maior probabilidade do indivíduo desenvolver doenças crônicas relacionadas com a idade. Alguns estudos sugerem que o padrão de enfraquecimento dos telômeros é modificável e que fatores relacionados com estilo de vida podem atuar sobre o seu encurtamento, independentemente da idade.

A pesquisa analisou dados de 4676 mulheres saudáveis que respondiam a um detalhado questionário sobre a alimentação, sendo atribuído um escore de 0 a 9 para a aderência à dieta do mediterrâneo (9 representando maior aderência) e faziam um teste sanguíneo, de onde foi extraída a medida do comprimento dos telômeros dos leucócitos.

Além da idade (mulheres mais jovens apresentaram telômeros maiores) houve uma associação significativa entre o comprimento dos telômeros com a aderência à dieta do mediterrâneo. Cada ponto no escore da dieta correspondeu a uma redução de 1,5 ano na idade do telômero. Curiosamente, não houve associação entre a ingestão dos itens da dieta ingeridos individualmente, sugerindo que o efeito favorável só é alcançado com o conjunto de elementos da dieta.

Este estudo confirma os benefícios da dieta do mediterrâneo sobre a promoção da saúde e a longevidade.

Referência Bibliográfica
-British Medical Journal 2014;349:g6674 doi:10.1136/bmj.g6674.

Curiosidade aumentar a memória

Grande parte das coisas corriqueiras de um dia normal de uma pessoa são esquecidas. Por outro lado, alguns eventos e situações ficam na memória e são facilmente lembradas por muito tempo. Uma questão sempre levantada pelos pesquisadores desta área do conhecimento é: 

- O que diferencia as situações em que eventos são lembrados das situações que são esquecidos?

De uma maneira geral as pessoas lembram e aprendem com mais facilidade assuntos que interessam a elas, o que sugere que a motivação e a curiosidade - que é uma forma de motivação - são aspectos importantes no aprendizado e formação da memória. Esta constatação empírica é, no entanto, pouco entendida quanto aos seus mecanismos.

Este entendimento ficou mais próximo a partir dos resultados de uma pesquisa publicada recentemente na revista científica Neuron. Em uma primeira fase do experimento um grupo de um total de 28 pessoas foi apresentado à diversas perguntas triviais em que o participante quantificava qual a probabilidade dele saber a resposta e o seu grau de curiosidade de saber a resposta.

Na segunda fase do experimento, as perguntas que os participantes tiveram baixa probabilidade de saber a resposta foram classificadas como de alta curiosidade ou baixa curiosidade e aplicada enquanto o participante se submetia a um exame de imagem dinâmico, chamado de ressonância magnética funcional, que indica quais regiões do cérebro são ativadas em determinada situação.

Entre as questões eram mostradas figuras neutras de pessoas.

Os pesquisadores investigaram quais regiões cerebrais eram recrutadas enquanto o individuo respondia às questões, relacionando as regiões com o grau de curiosidade. A fase final consistiu-se de um teste surpresa de memória em que eram apresentadas novamente as mesmas perguntas e as figuras das faces.

Os resultados revelaram que os participantes lembraram mais das perguntas que eles tinham maior curiosidade e, além disso, lembraram mais das figuras incidentais que estavam associadas às perguntas de maior curiosidade.

Por sua vez, a análise de imagem mostrou que as perguntas de maior curiosidade ativaram uma região do cérebro que funciona como sistema de recompensa - chamada de núcleo acumbens - e uma região, chamada de hipocampo, que é a responsável pela formação de novas memórias. Além disso, mostrou uma forte interação funcional entre estas duas regiões.

Apesar de ser um trabalho com uma abordagem metodológica relativamente complexa, o conjunto de seus resultados é bastante claro e confirma a hipótese motivacional do aprendizado. E vai mais além, ao demonstrar que o mecanismo está relacionado com a ativação de um circuito cerebral de recompensa na situação de curiosidade e que, interagindo com o centro formador de memórias, coloca o cérebro em uma condição fisiológica mais propícia para aprender e reter novas informações, sejam elas a origem da curiosidade ou simplesmente estejam temporalmente associadas a um estado de curiosidade.

Despertar a curiosidade de quem está aprendendo pode facilitar o aprendizado não só daquela curiosidade, mas também de todas as informações, raciocínios, práticas e habilidades que estão associados a ela.

Isto pode servir de estratégia formal para professores, instrutores, tutores e mestres em geral, no processo ensino-aprendizado, como também para aqueles que, com mais idade, queiram manter a memória em dia.


Referência Bibliográfica
-Neuron 84, 1-11, October 22, 2014, http://dx.doi.org/10.1016/j.neuron.2014.08.060

Combinação que pode ser perigosa = Medicação + Suplementos

Os suplementos nutricionais e vitamínicos têm apresentado um consumo crescente em vários países devido à sua grande publicidade sobre supostos benefícios à saúde.

A agência governamental que regula os medicamentos nos Estados Unidos (Food and Drug Administration - FDA) lançou recentemente um alerta sobre o uso combinado de suplementos e medicação.

Na classificação de suplementos dietéticos estão incluídos, além das vitaminas e minerais, outras substâncias como herbais, amino-ácidos, fitoterápicos, enzimas e extratos animais. Geralmente estes compostos não necessitam, para entrar no mercado, de pré-aprovação da FDA quanto à sua segurança e efetividade. Mesmo que alguns desses suplementos sejam mais conhecidos e com uso estabelecido há mais tempo, a maior parte necessita de estudos mais profundos para o entendimento do seu funcionamento e eficácia. Além disso, muitas vezes é confuso o discernimento entre o que é um alimento, um suplemento ou um medicamento sem receita.

Neste informativo o FDA alerta que tomar vitaminas e outros suplementos juntamente com medicação pode ser perigoso. Alguns suplementos podem aumentar o efeito da medicação e outros podem diminuir esse efeito. Isso ocorre porque certos suplementos podem alterar a absorção, a metabolização ou a excreção do medicamento, alterando desta forma a sua potência e eficácia.

Por exemplo, remédios para AIDS, para depressão, para o coração e mesmo pílulas anticoncepcionais, podem ter a sua eficácia reduzida se a pessoa faz uso da Erva-de-São-João, também conhecida como Hipericão. Dependendo da medicação envolvida, o resultado negativo pode ser sério. E, como esta, várias outras interações podem ocorrer entre medicamentos e suplementos.

A recomendação para evitar problemas de saúde, que podem atingir níveis graves, é consultar o médico para esclarecer os possíveis problemas com a ingestão de suplementos junto com remédios.

Referência Bibliográfica
-FDA Consumer Health Information / U.S. Food and Drug Administration OCTOBER 2014

Pequenas mudanças podem reduzir o risco de derrame cerebral

Hoje é dia da nossa coluna de saúde. E queremos alertar para as atividades que você leva no dia a dia. As rotinas e os afazeres do cotidiano podem ser prejudiciais para a sua saúde física e mental. Você já deve ter ouvido aquela frase antiga :

"Está nervoso? Vai pescar."

É por ai. Mude seus hábitos em prol de sua saúde.

Você provavelmente tenha algum parente próximo ou distante, ou conhece alguém que tenha sofrido um derrame cerebral. A alta incidência desta doença torna-a comum, porém não por isso menos grave.

O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, é uma doença que afeta os vasos sanguíneos do cérebro. É uma das principais causas de morte e a principal causa de invalidez em todo o mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o AVC é a principal causa de morte entre adultos (10% dos óbitos). A maioria dos sobreviventes necessita de tratamentos de reabilitação devido aos danos neurológicos e 70% ficam incapacitados de voltar ao trabalho.

O acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo que leva nutrição ao cérebro é bloqueado por um trombo (um tipo de coágulo), interrompendo o fluxo de sangue (chamado de AVC isquêmico) ou o vaso sanguíneo sofre uma ruptura, o que provoca um extravasamento de sangue do vaso (AVC hemorrágico). Nas duas situações ocorre a morte das células nervosas da região do cérebro que deixa de receber o sangue. A função que estas células exerciam é perdida (movimento e sensibilidade de um lado do corpo, articulação da fala, etc.).

Pois esta doença ameaçadora e de prognóstico tão sombrio pode ser evitada ou ter seu risco bem diminuído. É o que diz um novo estudo publicado no dia 6 de junho na revista médica americana Stroke. No estudo foram avaliadas perto de 23.000 pessoas acima de 45 anos que não tinham doença cardíaca prévia. O risco foi quantificado por uma medida de saúde cardiovascular desenvolvida pela Associação Americana do Coração e que consta de sete itens: controle da pressão arterial, não fumar, controle do colesterol, dieta saudável, atividade física regular, controle da glicemia (açúcar no sangue) e controle de peso. Cada item foi quantificado como pobre (zero ponto), intermediário (um ponto) ou ideal (dois pontos). O escore geral de saúde cardiovascular foi categorizado como inadequado para quem atingiu de 0 a 4 pontos, médio para os que tiveram de 5 a 9 pontos e ótimo para os de 10 a 14 pontos.

Os resultados da pesquisa demonstram que cada ponto a mais no escore foi associado a 8% na redução de risco de ter um derrame. Pessoas com escore classificado como ótimo (10 a 14 pontos) têm uma redução de 48% no risco quando comparados com os classificados como inadequados (0 a 4 pontos). Dentre os sete fatores de estilo de vida, a pressão do sangue foi o mais importante em prever a ocorrência de um derrame. As pessoas com pressão arterial ideal têm um risco 60% menor de ter um derrame.

Outro fator de grande importância é o fumo. Pessoas que nunca fumaram ou que deixaram de fumar até um ano antes do estudo ter iniciado têm um risco 40% menor de sofrer um derrame.

Devido a alta incidência de mortes causadas pela doença, assim como as consequências devastadoras resultantes das sequelas neurológicas, a conscientização pessoal para promover mudança de hábitos que afetam o estilo de vida devem ser urgentemente consideradas. Ainda há tempo, o custo é baixíssimo, restrito apenas a um pequeno esforço pessoal. Os fatores interagem entre si, ou seja, não fumar, atividade física e dieta saudável têm efeitos positivos diretos sobre controle de peso, açúcar no sangue, colesterol e pressão sanguínea.

Ao contrário de outros fatores de risco como genética e idade, estes três hábitos (comer de forma saudável, atividade física e não fumar) você é soberano para mudar.

Não morra nem fique incapacitado por um derrame cerebral. Comece já.


Referência Bibliográfica
- Stroke 

- Published online

Exercicios acabam com a depressão

(Foto - ABC da saúde)
A atividade física regular traz benefícios incontestáveis à saúde. A maior parte destes benefícios já tem comprovação científica, como a redução de mortalidade por qualquer causa, a redução do risco cardiovascular e de acidente vascular cerebral, bem como a redução do risco de alguns tipos de câncer.

No entanto, o efeito do exercício sobre a depressão ainda não está completamente esclarecido, apesar de alguns estudos indicarem um benefício.

A principal questão envolvida na relação exercício - depressão é a associação bidirecional dos componentes, o que impõe limitações à interpretação da maior parte dos estudos. Indivíduos deprimidos têm menor probabilidade de praticar atividade física regular e isto produz um viés quando se associa frequência de atividade física com sintomas de depressão num período curto de tempo. Em geral, as associações apontam para uma relação positiva, ou seja, as pessoas que se exercitam mais têm menos depressão. Porém, pode-se interpretar isto também pelo outro lado da questão, que as pessoas que se exercitam mais o fazem porque têm menos depressão. A depressão pode desabilitar o indivíduo para a atividade física e, portanto, uma indicação de direção da associação fica muito menos clara.

Uma forma de superar, ou pelo menos diminuir, esta dificuldade metodológica é produzir estudos prospectivos onde um grande grupo de pessoas é acompanhado por um longo período de tempo.

Uma pesquisa deste tipo teve os seus resultados publicados no dia 15 de outubro na edição online da revista científica americana JAMA Psychiatry. Cerca de 11 mil pessoas nascidas em uma mesma semana do ano de 1958 na Grã Bretanha foram acompanhadas até o ano de 2008 quando completaram 50 anos. O grupo foi avaliado por quase três décadas, com exames específicos aos 23, 33, 42 e 50 anos. A depressão foi medida por uma escala de sintomas e a frequência de atividade física por meio de questionário.

Os resultados, após análise estatística, demonstraram que as pessoas que se exercitavam mais tiveram menos sintomas de depressão. O aumento de atividade física nas pessoas inativas de qualquer idade também foi associado a uma redução dos sintomas de depressão nos anos subsequentes.

Apesar do estudo não provar uma relação direta de causa e efeito, os achados sugerem que a atividade física pode diminuir os sintomas de depressão na população em geral. Além disso, o estudo sugere também que a depressão no início da vida adulta pode ser um empecilho para o indivíduo desenvolver uma atividade física regular.

Teto : ABC da Saúde

Caspa o que é e como cuidar.

Caspa eu ? Lembra dessa frase? Os mmais velhos lembram mas não é so em pessoas de idade que ela aparece. Veja detalhes desta coisa que incomoda e fica feio no seu ombro e na cabeça.

Sinônimos e nomes populares:

Eczema ou dermatite seborréica, ermo, caspa.

O que é?

É uma doença que acomete 2 a 5% da população, sendo mais freqüente no sexo masculino, com início gradual das lesões. Pode ser mais intensa nos recém-nascidos e a partir da adolescência (períodos de maior atividade das glândulas sebáceas).

É uma erupção comum, com o aparecimento de manchas avermelhadas com escamas amareladas e finas, distribuídas no couro cabeludo, sobrancelhas, orelhas, parte central da face, peito e costas, sulco inframamário, umbigo, área genital e virilhas. O envolvimento ocular também pode ser observado (blefarite, conjuntivite).

Como se desenvolve ou se adquire?

A causa não é conhecida. É provavelmente uma resposta (reação) a um parasita comum da pele, o Pityrosporum ovale.

O que se sente?



A coceira é variável. Tem uma evolução crônica, com períodos de piora (estresse, frio, algumas doenças) e melhora (exposição solar, calor).

A descamação (escamas soltas) visível no couro cabeludo, comumente conhecida como caspa, é uma forma de dermatite seborréica, não sendo contagiosa. Nas crianças, acomete o couro cabeludo (chamada crosta láctea), área das fraldas (conhecida como dermatite das fraldas) e outras áreas de dobras.

Como o médico faz o diagnóstico?

Geralmente o diagnóstico é feito pela localização e tipo das lesões, associado a fatores desencadeantes. Raramente é necessário exame de pele, como biópsia, para fazer diagnóstico diferencial com outra doença de pele.


Como se trata?

Por se tratar de uma doença crônica, é importante o uso de medicamentos na pele e couro cabeludo tanto na crise quanto na intercrise - para tratar e prevenir as lesões - não tendo efeito curativo.

Como se previne?

As recidivas das lesões podem ser prevenidas com o uso de medicamentos adequados entre as crises. Ficar alerta para desencadeantes como inverno (frio e menor exposição solar) e estresse. As lesões não são contagiosas.

Exercício reduz a noctúria



É muito comum homens de meia-idade e idade avançada apresentarem hiperplasia prostática benigna (HPB), que é um aumento benigno da próstata.

A hiperplasia prostática pode produzir uma série de sintomas urinários que vão se acentuando com a idade. Desses sintomas, um dos que mais incomoda os homens é a noctúria (acordar mais de uma vez durante a noite para urinar). A nocturia é caracterizada como severa quando o indivíduo acorda mais de duas vezes por noite para urinar.

Efeitos positivos do exercício físico sobre a hiperplasia prostática benigna já estão bem documentados na literatura médica. No entanto, pouco foi analisado quanto a um possível benefício da atividade física especificamente sobre a nocturia.

Recentemente foi divulgada uma pesquisa na revista Medicine & Science in Sports & Exercise que aborda diretamente a relação da atividade física com nocturia. Os pesquisadores analisaram dados de mais de 4700 homens com idade de 55 a 74 anos. O estudo encontrou uma associação entre exercício e redução da atividade urinária durante a noite. Os homens que reportaram uma hora ou mais de exercícios por semana tiveram uma probabilidade 13 % menor de apresentar nocturia e 34 % menor de nocturia severa.

Cabe salientar que o tipo de análise realizada não permite afirmar que a redução é diretamente resultante do exercício. Os resultados podem ser atribuídos a muitas das consequências positivas do exercício sobre o organismo, desde a perda de peso até a redução da inflamação e da atividade do sistema nervoso, passando pela melhora nascondições de sono.

Entretanto, mesmo que não se saiba o motivo exato da melhora, a receita pode ser aplicada, já que este remédio não tem efeito colateral!

Fonte - Medicine & Science in Sports & Exercise

Emagrecer corretamente



Obesidade e doença cardíaca são responsáveis por uma alta taxa de mortalidade e redução da qualidade de vida em todo o mundo. Ambas as doenças estão fortemente associadas ao estilo de vida, tendo o fumo, o sedentarismo e a má alimentação como principais fatores causais. No que tange à alimentação, muito tem sido debatido nos últimos tempos sobre qual o tipo de dieta é mais efetiva no combate à obesidade e doença cardíaca. Não está claro, no entanto, qual a dieta é a mais eficiente para emagrecimento e redução do risco cardíaco, se aquela que restringe gordura ou a que restringe carboidrato.

Na tentativa de contribuir para o esclarecimento desta questão foi realizada uma pesquisa que comparou os efeitos de uma dieta com restrição de carboidratos a uma dieta com restrição de gorduras sobre o peso e o risco do indivíduo de desenvolver doença cardíaca. O estudo foi publicado na edição de 2 de setembro da revista médica Annals of Internal Medicine.

A pesquisa foi realizada em 148 participantes divididos em dois grupos. Um recebeu uma dieta baixa em carboidratos e o outro uma dieta baixa em gorduras por um ano. Os participantes foram avaliados quanto ao seu peso, fatores de risco para doença cardíaca e composição da dieta aos 3, 6 e 12 meses. Ao final de um ano os indivíduos do grupo que restringiu carboidratos teve uma perda de peso em média 3,5 kg maior que o que restringiu gorduras, assim como uma redução maior da massa gorda. Comparados os grupos, o de restrição de carboidratos teve também uma maior diminuição dos níveis de alguns fatores que servem como prognóstico de risco cardíaco (proteína C reativa, proporção de HDL em relação ao colesterol total e os triglicerídios) em relação ao grupo de restrição de gorduras.

O estudo conclui que a restrição de carboidrato pode ser uma opção mais eficiente para as pessoas que queiram diminuir de peso e proteger seu coração.

Cabe salientar que é importante ter cuidado na possível aplicação desta conclusão! Certamente, simplesmente reduzir carboidratos, de forma generalizada, não é a solução definitiva. Basta recordar as últimas décadas, quando resultados de pesquisas elevaram a gordura à condição de "grande vilã" da saúde e maior inimigo do coração. A redução radical de ingestão de gorduras produziu um grande aumento na ingestão de carboidratos, provocando um crescimento assustador nos índices de obesidade, diabete tipo 2 e síndrome metabólica.

Os próprios autores da pesquisa comentam que a redução sumária de um macronutriente (como carboidratos) da dieta pode, além de não ser eficaz, produzir efeitos indesejados. Uma opção sensata é manter um equilíbrio entre os macronutrientes: os carboidratos a serem restringidos são os de alimentos processados e de bebidas adoçadas e aqueles presentes em vegetais, cereais e frutas, ricos em fibras, devem ser mantidos. A história científica dos últimos anos tem demonstrado que culpar um macronutriente exclusivo e retirá-lo da dieta tem produzido mais problemas do que soluções.

Fonte
-Annals of Internal Medicine

Deixe seu carro em casa

Além da irritação, perda de tempo, estresse, despesa pessoal com combustível, consumo das reservas energéticas globais, risco de acidentes e da insegurança, mais um fator pode ser acrescido à lista de desvantagens ao se utilizar o automóvel para ir e voltar ao trabalho. O sedentarismo, induzido pelos longos períodos de inatividade física nas viagens diárias casa-trabalho-casa, aparece como um componente importante no desenvolvimento da obesidade em centros urbanos.

A obesidade é um dos principais fatores de risco para uma série de doenças crônicas que lideram as causas de morte prematura em todo o mundo, entre elas as doenças cardiovasculares, a diabete tipo 2 e vários tipos de cânceres. Por outro lado, a atividade física, seja sob a forma de exercício regular e sistematizado, ou a simples atividade proporcionada pela movimentação do corpo no dia-a-dia, exerce um papel importante na prevenção dessas doenças, inclusive no desenvolvimento da obesidade. O transporte passivo, caracterizado pela entrada no carro na garagem de casa (ou muito próxima a ela) e a saída no estacionamento do trabalho (e vice-versa), tem sido apontado como um dos principais responsáveis pelo estilo de vida sedentário e pouco saudável das cidades.

Um trabalho científico foi estruturado por pesquisadores da área para determinar se a promoção de modos ativos de locomoção, como caminhar ou pedalar por parte ou por todo o trajeto de deslocamento casa-trabalho-casa, ou mesmo usar o sistema de transporte público (pois exige atividade para ir até a parada ou estação), influenciam os marcadores biológicos de obesidade (peso, índice de massa corporal e percentagem de gordura corporal). A pesquisa foi publicada online na edição de 19 de agosto da revista médica British Medical Journal. Foram avaliadas mais de sete mil pessoas no Reino Unido. Mais de 70% dos participantes iam ao trabalho dirigindo seu carro.



Em torno de 10% usavam transporte público e de 14 a 17% caminhavam ou pedalavam até o trabalho. Os que dirigem seus carros têm peso maior e maior percentagem de gordura corporal. A avaliação do índice de massa corporal indicou que essa diferença chega a 3 Kg para homens e de 2,5 Kg para mulheres. Isso é um valor elevado, considerando o fato que ir de carro foi um fator independente de outros, já que os dados foram ajustados para evitar possíveis erros de análise entre os grupos (como idade, tipo de alimentação, renda familiar, atividade no trabalho, etc.).

Esses resultados indicam que uma locomoção ativa para o trabalho se traduz em um maior nível de atividade física diária, com as suas consequências positivas sobre a saúde, inclusive ficar mais magro. Então, mexa-se!

Depressão



O que é a depressão?

Depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também freqüente.

Como se desenvolve a depressão?

Na depressão como doença (transtorno depressivo), nem sempre é possível haver clareza sobre quais acontecimentos da vida levaram a pessoa a ficar deprimida, diferentemente das reações depressivas normais e das reações de ajustamento depressivo, nas quais é possível localizar o evento desencadeador.

As causas de depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos, como:

- Estresse
- Estilo de vida
- Acontecimentos vitais, tais como crises e separações conjugais, morte na família, climatério, crise da meia-idade, entre outros.


Como se diagnostica a depressão?

Na depressão a intensidade do sofrimento é intensa, durando a maior parte do dia por pelo menos duas semanas, nem sempre sendo possível saber porque a pessoa está assim. O mais importante é saber como a pessoa sente-se, como ela continua organizando a sua vida (trabalho, cuidados domésticos, cuidados pessoais com higiene, alimentação, vestuário) e como ela está se relacionando com outras pessoas, a fim de se diagnosticar a doença e se iniciar um tratamento médico eficaz.

O que sente a pessoa deprimida?

Freqüentemente o indivíduo deprimido sente-se triste e desesperançado, desanimado, abatido ou " na fossa ", com " baixo-astral ". Muitas pessoas com depressão, contudo, negam a existência de tais sentimentos, que podem aparecer de outras maneiras, como por um sentimento de raiva persistente, ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros, ou mesmo ainda com inúmeras dores pelo corpo, sem outras causas médicas que as justifiquem. Pode ocorrer também uma perda de interesse por atividades que antes eram capazes de dar prazer à pessoa, como atividades recreativas, passatempos, encontros sociais e prática de esportes. Tais eventos deixam de ser agradáveis. Geralmente o sono e a alimentação estão também alterados, podendo haver diminuição do apetite, ou mesmo o oposto, seu aumento, havendo perda ou ganho de peso. Em relação ao sono pode ocorrer insônia, com a pessoa tendo dificuldade para começar a dormir, ou acordando no meio da noite ou mesmo mais cedo que o seu habitual, não conseguindo voltar a dormir. São comuns ainda a sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga, injustificáveis por algum outro problema físico.

Como é o pensamento da pessoa deprimida?



Pensamentos que freqüentemente ocorrem com as pessoas deprimidas são os de se sentirem sem valor, culpando-se em demasia, sentindo-se fracassadas até por acontecimentos do passado. Muitas vezes questões comuns do dia-a-dia deixam os indivíduos com tais pensamentos. Muitas pessoas podem ter ainda dificuldade em pensar, sentindo-se com falhas para concentrar-se ou para tomar decisões antes corriqueiras, sentindo-se incapazes de tomá-las ou exagerando os efeitos "catastróficos" de suas possíveis decisões erradas.

Pensamentos de morte ou tentativas de suicídio

Freqüentemente a pessoa pode pensar muito em morte, em outras pessoas que já morreram, ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, às vezes com tentativas de se matar, achando ser esta a " única saída " ou para " se livrar " do sofrimento, sentimentos estes provocados pela própria depressão, que fazem a pessoa culpar-se, sentir-se inútil ou um peso para os outros. Esse aspecto faz com que a depressão seja uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas deprimidas que vivem solitariamente. É bom lembrar que a própria tendência a isolar-se é uma conseqüência da depressão, a qual gera um ciclo vicioso depressivo que resulta na perda da esperança em melhorar naquelas pessoas que não iniciam um tratamento médico adequado.

Sentimentos que afetam a vida diária e os relacionamentos pessoais

Freqüentemente a depressão pode afetar o dia-a-dia da pessoa. Muitas vezes é difícil iniciar o dia, pelo desânimo e pela tristeza ao acordar. Assim, cuidar das tarefas habituais pode tornar-se um peso: trabalhar, dedicar-se a uma outra pessoa, cuidar de filhos, entre outros afazeres podem tornar-se apenas obrigações penosas, ou mesmo impraticáveis, dependendo da gravidade dos sintomas. Dessa forma, o relacionamento com outras pessoas pode tornar-se prejudicado: dificuldades conjugais podem acentuar-se, inclusive com a diminuição do desejo sexual; desinteresse por amizades e por convívio social podem fazer o indivíduo tender a se isolar, até mesmo dificultando a busca de ajuda médica.

Como se trata a depressão?



A depressão é uma doença reversível, ou seja, há cura completa se tratada adequadamente. O tratamento médico sempre se faz necessário, sendo o tipo de tratamento relacionado ao perfil de cada paciente. Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterápico.

Pode haver também casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico.

Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, medicações que não causam “dependência”, são bem toleradas e seguras se prescritas e acompanhadas pelo médico. Em alguns casos faz-se necessário associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados (ansiolíticos, antipsicóticos).


Colaboradoras

Dra. Alice Sibile Koch
Dra. Dayane Diomário da Rosa



Consumo de legumes como feijões, grão-de-bico, lentilhas e ervilhas pode reduzir o "colesterol ruim"



Já é bem difundida a noção de que o consumo de frutas, legumes e verduras faz bem à saúde. Prova disso é que a maioria das diretrizes que orientam as ações médicas, principalmente no que diz respeito às doenças cardiovasculares, recomenda o consumo de vegetais como parte de uma estratégia de vida saudável. Entretanto, a maior parte destas diretrizes não incluem recomendações baseadas em benefícios diretos deste consumo sobre a redução do colesterol ou do risco cardíaco.

A doença cardiovascular representa uma das principais causas de morte no mundo inteiro. O risco desta doença pode ser significativamente reduzido com o controle das gorduras do sangue, principalmente da lipoproteína de baixa densidade, conhecido como LDL (da sigla em inglês), ou também como "colesterol ruim". Alterações das gorduras do sangue constituem um dos mais importantes fatores de risco modificáveis para doença cardiovascular e o manejo atual desta condição é feito utilizando-se remédios redutores de colesterol.

Em uma pesquisa publicada recentemente no Canadá, a análise de 26 trabalhos científicos sobre o assunto, que no total incluíam mais de mil pessoas, revelou que a ingestão de uma porção (que corresponde a 130 gramas ou a três quartos de um copo) diária de legumes como feijões, grão-de-bico, lentilhas e ervilhas, por um período médio de 6 semanas, reduz o LDL em 5%, o que corresponderia a uma redução de risco potencial de 5% na doença cardíaca (redução de 1% do LDL corresponde à redução de 1% na mortalidade por doença cardíaca). Apesar de modesta do ponto de vista absoluto, esta redução é significativa do ponto de vista estatístico e tem um impacto importante na redução de risco cardiovascular.

Considerando a relação custo-benefício, o encorajamento no sentido de aumentarmos o consumo deste tipo de alimento na nossa dieta, apresenta um ganho considerável, principalmente quando associado a outras mudanças de estilo de vida.

Cabe lembrar que estes alimentos são corriqueiros na dieta do mediterrâneo, padrão alimentar que apresenta diversos benefícios comprovados na promoção da saúde e bem-estar.

Fonte
-Canadian Medical Association Journal


Meningite



O que é?

Doença infecciosa causada por vários tipos de germes (vírus, bactérias, fungos) que acometem as membranas do sistema nervoso central, chamadas de meninges.
Meningite (MGT) é uma infecção das membranas (meninges) que recobrem o cérebro por elementos patológicos como: vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Quando ocorrer comprometimento concomitante do tecido cerebral, pode ser denominado de meningoencefalite.

Como se adquire?

O contágio é de pessoa para pessoa, por via aérea, isto é, tosse, gotas de saliva de uma pessoa contaminada para outra. O período de incubação, desde o contágio até aparecerem os sintomas iniciais da doença, é variável, desde alguns dias até semanas, dependendo do tipo de agente infeccioso.
A aquisição da infecção está relacionada ao tipo de germe associado. Geralmente, pode estar associado a um quadro infeccioso respiratório, podendo ser viral ou bacteriano, otites (infecção do ouvido) , amigdalites (infecção na garganta), trauma cranioencefálico (germes colonizadores da cavidade nasal podem adentrar a cavidade craniana e contaminar as meninges). Estados de imunossupressão, como aqueles desencadeados pela infecção pelo HIV, podem tornar o indivíduo mais suscetível a apresentar este tipo de doença, principalmente quando a meningite for desencadeada por fungos ou protozoários.

O que se sente?

O quadro clínico da MGT é caracterizado por: cefaléia intensa, náuseas, vômitos e certo grau de confusão mental. Também há sinais gerais de um quadro infeccioso, incluindo febre alta, mal-estar e até agitação psicomotora. Além disso, podemos observar a tradicional “rigidez de nuca”, um sinal de irritação meníngea. Em crianças, o diagnóstico pode ser mais difícil, principalmente nas menores, pois não há queixa de cefaléia e os sinais de irritação meníngea podem estar ausentes. Nelas, os achados mais freqüentes são: febre, irritabilidade, prostração, vômitos, convulsões e até abaulamento de fontanelas.Em crianças maiores e adultos, freqüentemente, aparecem sintomas como: febre, dor de cabeça forte, náuseas, vômitos, dor na nuca, endurecimento do pescoço e manchas pelo corpo.
Em crianças de até 8 ou 9 meses deve-se suspeitar da doença quando houver febre, irritação ou agitação, vômitos e recusa alimentar, convulsões e "moleira" inchada.


Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pela anamnese e exame físico completo do paciente. A confirmação diagnóstica das meningites é feita pelo exame do líquor, o qual é coletado através de uma punção lombar (retirada de líquido da espinha). Exames de imagem, sobretudo a tomografia de crânio, não são exames de escolha para o diagnóstico das meningites, mas são indicados quando há alteração focal no exame neurológico, ou se há sinais de hipertensão intracraniana (dor de cabeça, vômitos e confusão mental), ou crises convulsivas, no início do quadro, sem sinais infecciosos gerais.



Como se trata?

Todas as informações são importantes! O diagnóstico é feito através da história do paciente, do exame físico e do exame do líquor. Na história é importante informar ao médico o tempo dos sintomas, isso é, horas, dias, semanas, também informar o que houve, se tomou algum remédio, se já teve isso antes.

O médico também irá coletar um pouco de líquor (punção lombar), que é a "água da espinha" que fica no sistema nervoso e que se espalha pela coluna. O procedimento para coleta do exame é simples e não tem perigo algum de afetar os nervos da coluna porque naquela região não existem nervos motores, só nervos sensitivos, que causam sensações de dor, calor ou frio.

Após o resultado do exame do líquor e de outros exames de sangue, pode-se chegar à conclusão se realmente é meningite ou não.

O tratamento das meningites agudas é considerado uma emergência, principalmente se a suspeita etiológica for bacteriana. Ele deve ser iniciado o mais rápido possível e com antibióticos administrados via endovenosa, pois o paciente corre o risco de vida e de apresentar seqüelas graves nestes casos. Na suspeita de meningite crônica, como aquela provocada pela tuberculose, o tratamento pode ser administrado via oral, sendo que o mesmo se prolonga por semanas.

Como se previne?

A prevenção é possível nos casos diagnosticados e com certeza da doença. O uso de máscaras e a profilaxia com antibiótico podem prevenir a meningite das pessoas que estiverem em contato próximo a um paciente que esteja com a infecção. Alguns tipos de germes que causam meningite podem ser prevenidos por vacinação, como Haemophilus e Meningococo tipo A e C.

A caxumba, o sarampo, e a rubéola, entre outras, são doenças que podem causar meningite e também são prevenidas com vacinação.

Convém ressaltar que todas as medidas de boa higiene pessoal e domiciliar são preventivos de várias doenças.

Beijo transmite hepatite? Saiba mais a respeito.



Beijar movimenta 29 músculos e queima aproximadamente 12 calorias. Mas, em apenas um beijo, duas pessoas trocam, em média, 250 bactérias e podem transmitir ou contrair doenças perigosas como a gripe H1N1, conhecida como gripe suína.

Além disso, a combinação de vários dias sem descanso adequado, debaixo de sol intenso, sem hidratação e alimentação equilibradas diminui a imunidade do corpo e a pessoa fica mais suscetível a doenças.


BEIJO PEGA

Gripe suína
Não é porque os casos de H1N1 estão menos frequentes que a doença desapareceu. O vírus da gripe mais temida em 2009 ainda está por aí, fazendo novos casos. E se a transmissão pode ocorrer por meio de um espirro, imagine o que um beijo não é capaz. De acordo com os médicos, o beijo é uma maneira extremamente eficaz de contaminação.

Os sintomas da doença são semelhantes aos de uma gripe comum, com febre, tosse, coriza e dores de cabeça e no corpo. Portanto, o ideal é ficar atento. A Secretaria de Saúde do Paraná, por exemplo, recomenda que, mesmo no verão, a população siga medidas como a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, além de evitar tocar com as mãos nos olhos, bocas e o nariz sem os devidos cuidados de limpeza.

Meningite
De acordo com um estudo realizado por médicos australianos, beijar na boca de múltiplos parceiros aumenta em quatro vezes a chance de pegar meningite meningocócica. A definição de “múltiplos” para os pesquisadores é de sete pessoas em duas semanas, conta que parece até pequena para quem observa a “pegação” do carnaval de Salvador, por exemplo. A transmissão da meningite preocupa os médicos, já que a doença tem uma evolução rápida e pode ser fatal. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, vômitos, diarréia e rigidez dos músculos da nuca, ombros e costas.

Mononucleose
Não é preciso dizer qual a principal forma de contaminação da chamada “doença do beijo”. Como nem sempre a pessoa sabe que tem o vírus Epstein-Barr, já que a mononucleose pode ser assintomática, ela acaba transmitindo a doença a outras pessoas. Nos casos em que há sintomas, os principais são fadiga, dor de garganta, tosse e inchaço dos gânglios. Vale lembrar que o vírus pode ficar incubado de 30 a 45 dias no organismo e não tem cura – a pessoa vai carregá-lo para o resto da vida.

Herpes
Mesmo que no momento do beijo o parceiro não tenha nenhum indício do problema, ele pode ter o vírus causador da doença e transmiti-lo. Depois do contágio, não há cura e a pessoa passa a conviver com o herpes, que pode se manifestar anos mais tarde, geralmente durante fases em que estiver com a imunidade baixa . O herpes pode aparecer como um machucado na boca ou até mesmo em outras partes do corpo.

Cárie
Se você não dá a devida atenção à higiene bucal, pode pegar – e transmitir – cárie através do beijo. Para evitar pegar a bactéria alheia, capriche na escovação e não abra mão do fio dental diariamente, assim você fortalece a imunidade bucal e as bactérias não encontrarão um ambiente propício ao desenvolvimento. Dentistas também recomendam atenção: observe se a pessoa tem todos os dentes ou se eles estão amarelados e/ou escurecidos. Se uma das repostas for sim, faça a fila andar e chame o próximo.


Sífilis
A sífilis pode ser transmitida pelo beijo, se a outra pessoa estiver contaminada e tiver alguma ferida na boca. A forma mais comum de contágio, no entanto, é a sexual. A doença é causada por uma bactéria chamada treponema pallidum e pode aparecer em diferentes partes do corpo e levar até uma semana após o contágio para aparecer.

BEIJO NÃO PEGA

Aids
Não existe nenhum caso registrado na literatura médica de contágio pelo beijo. Suor, lágrimas, usar o mesmo sabonete, talher ou copo também não transmitem aids. No entanto, não deixe de usar camisinha se decidir ir além dos beijos e carícias.

Hepatite C
As associações médicas internacionais não consideram o beijo como uma forma de transmissão da doença, assim como o Ministério da Saúde. É possível pegar hepatite tendo contato com o sangue contaminado ou em relações sexuais sem o uso da camisinha. A hepatite C é causada pelo vírus HCV e, em geral, os sintomas levam até 10 anos para se manifestar. Muitas pessoas descobrem que têm a doença ao realizar um exame de sangue de rotina.

SAIBA MAIS SOBRE A HEPATITE


HEPATITE

Hepatite designa qualquer degeneração do fígado por causas diversas, sendo as mais frequentes as infecções pelos vírus tipo A, B e C e o abuso do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios). Enquanto os vírus atacam o fígado quando parasitam suas células para a sua reprodução, a cirrose dos alcoólatras é causada pela ingestão frequente de bebidas alcoólicas - uma vez no organismo, o álcool é transformado em ácidos nocivos às células hepáticas, levando à hepatite.


HEPATITE C

Como se adquire?

Situações de risco são as transfusões de sangue, a injeção compartilhada de drogas e os acidentes profissionais.

Portanto, podemos nos contaminar com o vírus da Hepatite C ao termos o sangue, as mucosas ou a pele não íntegra atingida pelo sangue ou por secreção corporal de alguém portador do HCV, mesmo que ele não se saiba ou não pareça doente.

A transmissão sexual do HCV não é freqüente e a transmissão da mãe para o feto é rara (cerca de 5%). Não são conhecidos casos de transmissão de hepatite C pelo leite materno. Apesar das formas conhecidas de transmissão, 20 a 30% dos casos ocorrem sem que se possa demonstrar a via de contaminação.



O que se sente e como se desenvolve?

Diferentemente das hepatites A e B, a grande maioria dos casos de Hepatite C não apresenta sintomas na fase aguda ou, se ocorrem, são muito leves e semelhantes aos de uma gripe. Já há tratamento para a fase aguda da Hepatite C, diminuindo o risco de cronificação. Por isso pessoas suspeitas de terem sido contaminadas merecem atenção, mesmo que não apresentem sintomas.

Mais de 80% dos contaminados pelo vírus da hepatite C desenvolverão hepatite crônica e só descobrirão que tem a doença em exames por outros motivos, como por exemplo, para doação de sangue. Outros casos, aparecerem até décadas após a contaminação, através das complicações: cirrose em 20% e câncer de fígado em 20% dos casos com cirrose.

Como o médico faz o diagnóstico?

Na fase antes do aparecimento das complicações, exames de sangue realizados por qualquer motivo, podem revelar a elevação de uma enzima hepática conhecida por TGP ou ALT. Essa alteração deve motivar uma investigação de doenças hepáticas, entre elas, a Hepatite C. A pesquisa diagnóstica busca anticorpos circulantes contra o vírus C (Anti-HCV). Quando presentes, podem indicar infecção ultrapassada ou atual. A confirmação de infecção atual é feita pela identificação do vírus no sangue, pelo método da Reação da Cadeia da Polimerase (PCR RNA-HCV). Com a evolução, aparecem alterações de exames de sangue e da ecografia (ultrassonografia) de abdome.

Muitas vezes o médico irá necessitar de uma biópsia hepática (retirada de um fragmento do fígado com uma agulha) para determinar a grau da doença e a necessidade ou não de tratamento. São realizados também a detecção do tipo de vírus (genotipagem) e da quantidade de vírus circulante (carga viral), que são importantes na decisão do tratamento.

Como se trata?

Nos raros casos em que a hepatite C é descoberta na fase aguda, o tratamento está indicado por diminuir muito o risco de evolução para hepatite crônica, prevenindo assim o risco de cirrose e câncer. Usa-se para esses casos o tratamento somente com interferon por 6 meses.

O tratamento da Hepatite Crônica C vem alcançando resultados progressivamente melhores com o passar do tempo. Enquanto até há poucos anos alcançava-se sucesso em apenas 10 a 30% do casos tratados, atualmente, em casos selecionados, pode-se alcançar até 90% de eliminação do vírus (Resposta Viral Sustentada). Utiliza-se uma combinação de interferon (“convencional” ou peguilado) e ribavirima, por prazos que variam de 6 a 12 meses (24 a 48 semanas). O sucesso do tratamento varia principalmente conforme o genótipo do vírus, a carga viral e o estágio da doença determinado pela biópsia hepática.

Pacientes mais jovens, com infecção há menos tempo, sem cirrose, com infecção pelos genótipos 2 e 3 e com menor carga viral (abaixo de 800.000 Unidades/mL) tem as melhores chances de sucesso. O novo tipo de interferon, chamado interferon peguilado ou “peg-interferon” é uma alternativa que vem alcançando resultados algo superiores aos do interferon convencional especialmente para portadores do genótipo 1 e pacientes com estágios mais avançados de fibrose na biópsia.

Os efeitos indesejáveis (colaterais) dos remédios utilizados em geral são toleráveis e contornáveis, porém, raramente, são uma limitação à continuidade do tratamento. A decisão de tratar ou não, quando tratar, por quanto tempo e com que esquema tratar são difíceis e exigem uma avaliação individualizada, além de bom entendimento entre o paciente e seu especialista.

Novas alternativas terapêuticas vêm surgindo rapidamente na literatura médica. Além de novas medicações, a adequação do tempo do tratamento a grupos de pacientes com características diferentes poderá melhorar ainda mais os resultados alcançados com as medicações atualmente disponíveis. Estudos vêm mostrando que, para alguns pacientes, com características favoráveis, tempos mais curtos de tratamento possam ser suficientes, enquanto que pacientes com menor chance de resposta e, possivelmente, aqueles que não responderam a tratamentos anteriores, possam se beneficiar com tempos maiores de tratamento.

Como se previne?

A prevenção da hepatite C é feita pelo rigoroso controle de qualidade dos bancos de sangue, o que no Brasil, já ocorre, tornando pequeno o risco de adquirir a doença em transfusões. Seringas e agulhas para injeção de drogas não podem ser compartilhadas. Profissionais da área da saúde devem utilizar todas as medidas conhecidas de proteção contra acidentes com sangue e secreções de pacientes, como o uso de luvas, máscara e de óculos de proteção. O uso de preservativo nas relações sexuais com parceiro fixo não é indicado para prevenção da transmissão da hepatite C.


HEPATITE B

Como se adquire?

Transfusões de sangue foram a principal via de transmissão da doença, circunstância que se tornou rara com a obrigatória testagem laboratorial dos doadores e rigoroso controle dos bancos de sangue. Atualmente, o uso compartilhado de seringas, agulhas e outros instrumentos entre usuários de drogas, assim como relações sexuais sem preservativo (camisinha) são as formas mais frequentes de contaminação na população.

O contato acidental de sangue ou secreções corporais contaminadas pelo vírus, com mucosa ou pele com lesões também transmitem a doença.

Gestantes (grávidas) portadoras do vírus podem transmitir a doença para os bebês, sendo o momento do nascimento, seja por parto normal ou por cesariana o principal momento de risco para a transmissão.

O que se sente e como se desenvolve?

Assim como em outras hepatites, muitas pessoas não apresentam sintomas e descobrem que são portadoras do vírus, em atividade ou não, em exames de rotina. Quando presentes os sintomas ocorrem em fases agudas da doença e são semelhantes aos das hepatites em geral, se iniciando com:

- mal-estar generalizado
- dores de cabeça e no corpo
- cansaço fácil
- falta de apetite e náusea
- febre.
- Após, surgem tipicamente
- coloração amarelada das mucosas e da pele (icterícia)
- coceira no corpo
- urina escura (cor de chá escuro ou coca-cola)
- fezes claras (cor de massa de vidraceiro).



Ao final de 10 a 15 dias os sintomas gerais diminuem muito, mesmo na vigência da icterícia, que tende a desaparecer em 6 a 8 semanas em média. A resolução da doença ocorre em mais de 95% adultos que adquirem hepatite. Após a fase aguda, que pode passar desapercebida, 1 a 5% dos adultos não se curam da infecção e ficam com hepatite crônica. Desses, 25 a 40% podem desenvolver cirrose e câncer de fígado ao longo de décadas. Em crianças o risco da doença tornar-se portador de hepatite crônica é bem maior, cerca de 90% em recém nascidos e 50% da infância.

A forma clínica mais grave, chamada de hepatite fulminante, na qual há elevado risco de morte, ocorre em menos de 1% dos pacientes que adquirem o vírus.

O risco de doença crônica com má evolução é maior em quem usa bebida alcoólica, em bebês que adquirem a doença no parto e em pessoas com baixa imunidade (pacientes com AIDS, em quimioterapia, ou submetidos a transplante de órgãos, por exemplo).

Como o médico faz o diagnóstico?

Os sintomas não permitem identificar a causa da hepatite. Hepatites em adultos, especialmente se usuários de drogas injetáveis, homossexuais ou pessoas com muitos parceiros sexuais levantam a suspeita de hepatite B.

A confirmação diagnóstica é feita por exames de sangue, onde são detectados anticorpos ou partículas do vírus da hepatite B. O exame central no diagnóstico da hepatite B crônica é o chamado antígeno de superfície do vírus B (HBsAg), que quando reagente (positivo) indica a presença do vírus e possibilidade de transmisão. A quantificação do vírus (HBV-DNA quantitativo, também chamado PCR quantitativo), realizada também por exame de sangue, é usada para confirmação da atividade do vírus e é fundamental na definição da necessidade e monitorização do tratamento.

A biópsia hepática (retirada de pequeno fragmento do fígado com uma agulha fina para análise microscópica) pode ser necessária para avaliar o grau de comprometimento do fígado e a necessidade de tratamento.

Como se trata?

A hepatite B aguda não requer tratamento medicamentoso específico. Remédios para náuseas, vômitos e coceira, bem como administração endovenosa de líquidos (soro) podem ser usados ocasionalmente.

O repouso no leito não deve ser exigido uma vez que não afeta a evolução para hepatite crônica ou fulminante. A ingestão de álcool em qualquer quantidade é proibida.

O uso de qualquer medicamento deve ser avaliado pelo médico, já que muitos necessitam de um bom funcionamento do fígado para seu desempenho. A forma fulminante da hepatite aguda exige cuidados intensivos em hospital, podendo necessitar de transplante hepático de urgência.

Muitos casos de hepatite crônica B necessitam tratamento para evitar a evolução da doença e o risco de desenvolver cirrose e suas complicações. Os tratamentos podem ser divididos em dois grupos: o primeiro, formado pelo interferon e pelo interferon peguilado é injetável por via subcutânea, e o segundo, formado pelas medicações de uso oral. Os interferons, tem a vantagem de ser a única opção com prazo definido de tratamento, geralmente cerca de um ano. Entretanto, a quantidade de pacientes com resposta ao uso do interferon na hepatite B é reduzido, geralmente abaixo de 15-20%. Além disso, os efeitos adversos restringem o uso do interferon a casos selecionados com maior chance de resposta.

A maioria dos indivíduos que necessitam tratamento são candidatos ao uso por prazo indeterminado de uma medicação oral. Os agentes atualmente disponíveis são a lamivudina, o adefovir, o entecavir e o tenofovir. Devido ao menor desenvolvimento de resistência, o entecavir e o tenofovir tem sido as medicações preferenciais para novos tratamentos. Para pacientes já em tratamento com os outros agentes, o acréscimo de mais uma medicação deve ser discutido individualmente com o seu médico. O tratamento por via oral costuma ser bem tolerado, e com poucos efeitos adversos.

Como se previne?

A vacina para hepatite B deve ser feita em todos os recém-nascidos, iniciando o esquema vacinal já no primeiro mês de vida. Adultos não vacinados e que não tiveram a doença também podem fazer a vacina, que está especialmente recomendada a pessoas que cuidam de pacientes, a profissionais da área da saúde, aos portadores do vírus da hepatite C, alcoolistas e a indivíduos com quaisquer outras doenças hepáticas. Deve-se usar luvas, máscara e óculos de proteção quando houver possibilidade de contato com sangue ou secreções corporais.

Pessoas que tiveram exposição conhecida ao vírus (relação sexual com indivíduo contaminado, acidente com agulha) devem receber uma espécie de soro (imunoglobulina) nos primeiros dias após o contato, o que pode diminuir a chance ou, pelo menos, a intensidade da doença. Recém-nascidos de mães com hepatite B devem receber imunoglobulina específica e vacina imediatamente após o parto para diminuir o risco do bebê desenvolver a doença. O tratamento da mãe para diminuir o risco de transmissão deve ser discutido individualmente com o especialista.

ATENÇÃO

Nas relações sexuais, é fundamental uso de preservativo (camisinha). A chance de pegar hepatite B numa relação desprotegida é bem maior do que a de pegar AIDS.

Qualquer forma de relação sexual pode transmitir hepatite B.


HEPATITE A

O que é?

É uma inflamação do fígado (hepatite) causada por um vírus chamado Vírus da Hepatite A (HAV). Pelo seu modo de transmissão, esse tipo de hepatite é típico de áreas menos desenvolvidas, com más condições de higiene e falta de saneamento básico. Nesses locais, incluindo a maior parte do Brasil, predomina em crianças pequenas (2 à 6 anos), porém, indivíduos que não tiveram a doença quando crianças, podem adquiri-la em qualquer idade.

Como se adquire?

Ocorre pela via chamada fecal-oral, na maioria das vezes com fezes de pacientes contaminando a água de consumo e os alimentos. Pode ocorrer também entre pessoas que utilizam piscinas com água mal tratada e compartilham toalhas e lençóis imperceptivelmente contaminados por fezes, por exemplo. Não raro ocorrem surtos em acampamentos ou em grupos que realizam caminhadas e trilhas e utilizam água de rio, lagos ou poços para consumo. Essas águas não tratadas podem estar aparentemente limpas, porém contaminadas.

O que se sente e como se desenvolve?

Os sintomas iniciais são variáveis, podendo ocorrer mal estar generalizado, dores no corpo, dor na parte direita superior do abdome, dor de cabeça, cansaço fácil, falta de apetite e febre.

Após, surgem, tipicamente, a coloração amarelada da mucosa e da pele, a icterícia.

A urina fica escura, amarronzada, semelhante a chá forte ou coca-cola, e, as vezes, referida como avermelhada. As fezes claras podem ficar tão claras quanto massa de vidraceiro.

Uma coceira pelo corpo (prurido) sucedida por marcas de coçadura e não antecedidas por lesões de pele ocorre em alguns casos.

A evolução geralmente é benigna, com alívio dos sintomas em 2 a 3 semanas.

A resolução total e cura ocorrem em torno de 2 meses.

Durante a recuperação podem haver uma ou duas recaídas dos sintomas e das alterações dos exames, o que não prejudica a recuperação total do paciente.

Excepcionalmente, em menos de 1% dos casos, acontece a evolução para forma fulminante, na qual há rápida perda da função do fígado, colocando o paciente em grande risco de morte.

Não existe forma crônica de Hepatite A, ou seja, exceto os poucos casos fatais associados à forma fulminante, o paciente fica curado, sem seqüelas e imunizado contra futuras exposições ao vírus. Cabe mencionar que muitas pessoas não apresentam sintomas e só descobrem que tiveram a doença por exames de sangue casuais.



Como o médico faz o diagnóstico?

Juntando as queixas e os achados do exame clínico, o médico suspeita do diagnóstico que é confirmado por exames de sangue onde se detectam alterações hepáticas e anticorpos da fase aguda da doença pelo vírus da Hepatite A.

Alguns resultados desses exames iniciais e de seus controles podem revelar uma tendência para a forma de evolução desfavorável, a forma fulminante.

Como se trata?

Não há medicação específica. Quando necessário, usam-se remédios contra enjôo, dor e febre.

Repouso estrito não é necessário, cabendo ao paciente respeitar os limites conforme sua tolerância.

Não cabem restrições alimentares, a comida pode ser normal. Deve-se evitar, no entanto, o consumo de álcool e de qualquer medicações sem orientação médica.

Certas pessoas, devido ao mal estar e à náusea, não conseguem manter uma ingesta mínima de água e alimentos, necessitando de hidratação intravenosa (soro) e, por vezes, alguns dias de internação hospitalar.

Os raros casos de Hepatite A fulminante podem necessitam de cuidados hospitalares e intensivos e podem requerer transplante de fígado como única forma de tratamento.

Como se previne?

O vírus A é eliminado pelas fezes na fase de incubação e nos primeiros 10 dias de icterícia. As fezes contaminam as águas que, se não tratadas, ao serem usadas para lavar alimentos, utensílios e para o próprio banho levam a doença a novos indivíduos.

É importante portanto, o uso de água tratada ou fervida para fins alimentares, além de seguir recomendações quanto a proibição de banhos em locais com água contaminada e o uso de desinfetantes em piscinas.

Indivíduos expostos ao vírus da Hepatite A, há menos de 15 dias e ainda sem sintomas, podem ser tratados com injeção de anticorpos (imunoglobulina), tentando prevenir ou amenizar a doença.

VACINAS

A vacina para Hepatite A é recomendável para todas crianças a partir de 1 ano de idade. Indivíduos não vacinados na infância e que viajam ou vivem em áreas onde a Hepatite A é muito freqüente, como o norte do Brasil e países tropicais não desenvolvidos, ou que, eventualmente, consomem água não tratada, devem ser vacinado. Grupos de alto risco como crianças e adultos que vivem em creches, asilos ou prisões, homo e bissexuais, usuários de drogas, pacientes com doença hepática crônica, portadores do HIV ou doenças da coagulação também devem ser vacinados.

A aplicação da vacina é útil em profissionais da área da saúde com potencial contato com pacientes ou material contaminado.

Trabalhadores da indústria alimentícia, uma vez vacinados, evitam a transmissão do vírus através dos alimentos que preparam.

A vacina é bem tolerada, sendo raros os eventos adversos significativos. São necessárias duas doses da vacina, com intervalo de 60 dias entre as aplicações.

Cuidado : Comportamento sedentário como assistir TV demais está associado a um maior risco de câncer



A rotina diária das pessoas tem mudado muito nos últimos anos, com um aumento do tempo que a pessoa fica sentada no trabalho, principalmente no computador, e em casa nas horas de lazer, assistido TV, navegando na internet e jogando no computador ou vídeo-game. Evidências científicas sugerem que estes comportamentos sedentários compõem um fator risco independente para doenças crônicas (diabete, obesidade e doenças cardíacas) e mortalidade. Entretanto, nenhum estudo havia, até então, analisado o efeito desses comportamentos sobre o risco de câncer.

Um novo trabalho, publicado recentemente na revista científica Journal of National Cancer Institute, aborda especificamente o tempo assistindo TV, tempo sentado em outras atividades de lazer, tempo sentado no trabalho e o tempo médio total sentado durante o dia, e a relação com o risco de diferentes tipos de câncer. Os pesquisadores compilaram dados de 43 estudos observacionais já publicados e fizeram a análise do conjunto de resultados dos estudos individuais combinados, sobre os quais empregaram um tipo de tratamento estatístico chamado de meta-análise. O total incluiu 68.936 casos de câncer de um universo de participantes que, somados, atingiu cerca de 4 milhões de pessoas.

O resultado apresentou uma associação consistente entre o número de horas sentado durante o dia com um risco aumentado de câncer de cólon, de endométrio e de pulmão.

Os que ficam mais tempo sentados têm um risco 24% maior de desenvolver câncer de cólon, e 32% maior de endométrio, quando comparados com os que ficam menos tempo sentados durante o dia. Para cada 2 horas de tempo sentado o risco de câncer aumentou em 8% para cólon, 10% para endométrio e 6% para pulmão. Importante também o resultado de que o efeito foi independente da atividade física regular, ou seja, esta associação acontece mesmo nos indivíduos que têm atividade física, mas passam muito tempo sentados durante o dia. O exercício não compensa o efeito do tempo sentado.




Dos diferentes tipos de sedentarismo, o que apresentou maior relação com câncer foi o de assistir TV (risco 54% maior para câncer de cólon e 66% de endométrio), provavelmente porque durante este tempo as pessoas ingerem bebidas doces e comem alimentos industrializados, fatores que aumentariam o risco.

Estes dados indicam que, referente ao risco de câncer, o simples fato de levantar-se e dar uma pequena caminhada (mesmo dentro da sala) durante a jornada de trabalho e reduzindo as horas de lazer que o indivíduo fica sentado, principalmente assistindo TV, são estratégias que podem prevenir o desenvolvimento destas doenças

Perigo : AIDS cresce entre brasileiro diz pesquisa na ONU. Saiba como se prevenir



Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira mostrou que os novos casos de infecção pelo HIV caíram 38% nos últimos doze anos no mundo, mas cresceram 11% nos últimos oito anos entre os brasileiros. De acordo com dois especialistas ouvidos pelo site de VEJA, os dados referentes ao Brasil merecem atenção.

"Os jovens hoje não viram a epidemia que aconteceu há trinta anos e se esqueceram da importância de usar o preservativo. Precisamos trabalhar com eles, especialmente com os homossexuais, e fazer com que a sociedade permita que eles exerçam sua sexualidade de forma segura", diz Georgiana Braga, diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

Para o infectologista Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da USP e médico do Hospital Sírio-Libanês, as estratégias de combate à aids sempre podem melhorar. "Uma campanha de camisinha no carnaval não atinge todos os públicos. É preciso ter políticas para grupos específicos, como homens que fazem sexo com outros homens e profissionais do sexo", afirma.

Crescimento relativo — Com relação à comparação com o resto do planeta, os dois especialistas concordam que os dados devem ser relativizados. "A queda global aconteceu principalmente em regiões como a África Subsaariana, que estava atrasada em relação à redução da epidemia de aids. O Brasil já havia apresentado essa diminuição entre o fim dos anos 1980 e o começo dos anos 1990", afirma Georgiana Braga.

Já Esper Kallás diz que, enquanto alguns países africanos têm prevalência de infecção por HIV de 12%, no Brasil a estimativa é de 0,4%. "O nosso combate mais efetivo contra a doença aconteceu há mais tempo, então não podemos dizer que o Brasil vai de mal a pior, mas sim que a epidemia enfrenta diferentes fases de acordo com cada país".

Público de risco — Estima-se que, atualmente, cerca de 720.000 brasileiros vivam com infecção pelo vírus da aids, número que representa quase metade dos casos da América Latina e 2% do total registrado no mundo. Em 2013, aproximadamente 15.000 pessoas morreram no Brasil por complicações da doença, 7% a mais do que em 2005.

De acordo com o relatório da ONU, a maior prevalência de novas infecções pelo HIV na América Latina aconteceu entre os homossexuais. No Brasil, 11% dos homens gays vivem com o vírus da aids.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que homossexuais passem a tomar antirretrovirais para prevenir o contágio do vírus. De acordo com a entidade, esse grupo tem um risco dezenove vezes maior de ser infectado do que o resto da população. A indicação de antirretrovirais para evitar a doença ainda não é permitida no Brasil. Segundo Esper Kallás, mais estudos são necessários para que a abordagem seja incluída na prática clínica.

No Brasil, a campanha Atitude Abril, idealizada pela Editora Abril, usa a informação como estratégia para combater o crescimento da epidemia de infecção pelo vírus da aids. Por meio de revistas, sites e redes sociais, a campanha discute com o público específico de cada veículo diversos aspectos da doença, do científico ao social. A iniciativa também inclui a campanha publicitária “Desinformação tem cura”, que conta com o apoio de personalidades como Neymar e Anderson Silva.

A campanha realizará uma pesquisa sobre o conhecimento da população brasileira em relação à aids, o comportamento sexual das pessoas no país e as principais barreiras que a doença impõe aos doentes atualmente. O levantamento está sendo feito pela internet e qualquer pessoa pode participar.

Para Georgiana Braga, fazer com que informações sobre a doença cheguem ao público ajuda a combater o HIV por melhorar a conscientização sobre formas de prevenção da infecção; incentivar as pessoas a fazerem o teste que diagnostica o vírus, ampliando o acesso ao tratamento; e ajudar a reduzir o preconceito da sociedade em relação à doença. "O mais interessante da campanha Atitude Abril é falar com um público-alvo específico, pois a linguagem usada por um adolescente é diferente da de uma dona de casa. Isso ajuda as pessoas a entenderem melhor a doença e a mudar comportamentos", diz Georgiana.


COMO SE PREVEIR? CAMISINHA

Mesmo que muitas coisas já tenham sido ditas sobre o seu uso, as pessoas ainda são resistentes a fazerem da camisinha um hábito.

Ninguém vem com um rótulo de segurança máxima, assim, mesmo em relações consideradas estáveis, seu uso é fundamental na prevenção de várias doenças sexualmente transmissíveis, pois mesmo quando não há sintomas visíveis, são potencialmente contagiosas. É certo que AIDS não tem cara. Se antes havia grupo de risco, hoje não há mais. Atualmente o maior grupo de risco existente é aquele que se acredita imune.

Temos por hábito esquecer que o parceiro tem passado e que as doenças têm janelas imunológicas. Não podemos deixar de lado as consequências do sexo desprotegido. Esse é um assunto de saúde pública. Há dúvidas sobre quem batizou a camisinha. Há quem acredite que o nome condom é devido a uma homenagem ao Dr. Quondam, que com bastante sucesso em 1685 inventou uma camisinha com tripa de animal. Outros dados históricos mostram que o nome vem do latim (condus) que significa receptáculo.

O certo é que a camisinha não é uma invenção nova. Aparece na história da sexualidade antes mesmo de Cristo. Já foi feita de linho, de pele, intestino de diferentes animais e de bexiga de cabra. A camisinha de tripa de boi, por exemplo, foi usada até 1870, quando foi fabricado o preservativo de borracha pelo inglês Charles Goodyear: grossos, reaproveitados, pouco aderentes, desiguais e caros. Pouco tempo depois, no final do século 19, o látex surgiu, permitindo um aspecto mais fino e confortável, parecida com as que são utilizadas hoje em dia. Na década de 60, acabou em desuso pela invenção do anticoncepcional oral feminino, mas em 90 ele retorna devido à epidemia de AIDS. Vale lembrar que as doenças venéreas recebem esse nome devido à crença antiga de que era um castigo da deusa do amor, Vênus.

A forma de preservação contra elas mais conhecida e utilizada é o preservativo de látex masculino capaz de formar uma barreira física entre o pênis e a vagina. Eles podem ser lubrificados ou revestidos de espermicidas. Existe uma variedade de marcas, tamanhos, cores e texturas. Com ele, diferentemente dos outros métodos, os homens podem se encarregar na prevenção de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e gravidez. Como é um método de anticoncepção ocasional, seu uso pode ser interrompido em qualquer momento. Não apresenta efeitos colaterais hormonais e há homens que garantem que ela ainda ajuda a controlar a ejaculação.

Há também a opção da camisinha feminina: uma bolsa de plástico com um anel leve e flexível em cada extremidade, que se adapta à vagina, resguardando o colo do útero e genitália externa. Assim como a masculina impede a passagem do esperma pelo do trato genital feminino e deve ser usada somente uma vez.

É mais cara do que a masculina e vem em embalagem com duas unidades e sua eficácia na prevenção de DSTs e gravidez é menor do que a camisinha masculina. As vantagens no seu uso são que a camisinha feminina pode ser posta antes da relação sexual e não precisa ser retirada imediatamente após a ejaculação. Não é feita de látex, é mais resistente e para mulheres que se queixam de alergia a camisinhas masculinas essa pode ser uma alternativa.

Independentemente de amar e ser amado, é preciso ter carinho consigo e usar camisinha. Ao compartilharmos afeto é essencial a prevenção de qualquer mal. Sexo inconsequente e sem segurança é irresponsabilidade com o outro e consigo.

É preciso deixar de lado o preconceito, e entender a necessidade da conscientização e democratização do seu uso. Sexo é responsabilidade e saúde. E para isso, algumas coisas não podem ser deixadas de lado.

E lembre-se: camisinha é descartável. Sua vida não.

Cientistas descobrem diagnóstico precoce e simples para Alzheimer



O Mal de Alzheimer poderá ser, a partir de agora, diagnosticado de forma precoce e confiável, graças a novos marcadores biológicos, segundo um estudo feito por um grupo internacional de neurologistas. O estudo foi publicado na revista britânica "The Lancet Neurology".

Após nove anos de trabalho, os cientistas definiram e validaram novos critérios para diagnosticar esta doença neurodegenerativa em plena expansão. O Alzheimer afeta 40 milhões de pessoas no mundo e previsões indicam que em 2050 o número de doentes terá triplicado.

A doença começa geralmente com transtornos de memória, seguidos de problemas de orientação espacial e temporal, transtornos de comportamento e perda de autonomia. Mas esses sintomas não são específicos do Alzheimer apenas e a doença "não podia ser diagnosticada até agora de forma segura em um estágio precoce", explicou o professor Dubois.

Era necessário, geralmente, esperar que a doença evoluísse para a demência ou que o doente morresse para poder examinar as lesões que ele tinha no cérebro. Após analisar os estudos publicados sobre o tema, os cientistas chegaram a um consenso de diagnóstico do Alzheimer, com dois perfis clínicos específicos.

Os casos típicos (80% a 85% dos casos) se caracterizam por problemas de memória episódica de longo prazo (lembrança voluntária de fatos), enquanto nos casos atípicos (15% a 20% dos casos) são encontrados transtornos da memória verbal ou de comportamento.

Punção lombar é marcador biológico
Cada um desses perfis, segundo os cientistas, deve ser confirmado por pelo menos um marcador biológico. Trata-se de uma punção lombar que mostra o nível anormal de proteínas cerebrais no líquido cefalorraquidiano ou de uma tomografia por emissão de pósitrons (TEP) do cérebro, um exame de imagem que permite visualizar a atividade dos tecidos.

Embora por enquanto não haja tratamento eficaz contra o Alzheimer, a detecção confiável e precoce deve facilitar a pesquisa, afirmou Dubois.

Esses trabalhos permitiriam aos pesquisadores se dar conta de que muitos diagnósticos estabelecidos segundo os antigos critérios estavam errados, entre eles 36% dos falsos doentes de Alzheimer incluídos em um teste terapêutico anterior.

Fora da pesquisa, o uso de marcadores biológicos se limita atualmente a pacientes jovens ou a casos difíceis, pois a técnica é cara e invasiva.

Ronco pode causar câncer.



Uma má notícia para quem ronca e não se preocupa com isso. Cientistas descobriram que quem sofre deste distúrbio tem mais probabilidade de ter câncer comparado a quem não tem esse problema. Segundo o estudo divulgado pelo jornal britânico "Daily Mail", pesquisadores afirmam que quem ronca um pouquinho tem 10% a mais de chances de morrer por causa da doença.
Já quem sofre moderadamente deste problema do sono tem o dobro de chances de vir a sofrer um câncer. 
E o aviso não é nada bom para quem ronca demais. De acordo com os cientistas, estas pessoas morrem cinco vezes mais de câncer do que quem não sofre esse distúrbio. As conclusões foram feitas com base em uma pesquisa com mais de 1,5 mil pessoas durante 22 anos.

 "Esse é o primeiro estudo a mostrar uma ligação direta entre a apneia do sono e o risco elevado de morte por câncer", disse o doutor Javier Neto, que comandou as investigações na Universidade de Wisconsin.

 "Se essa relação for comprovada em estudos futuros, o diagnóstico e o tratamento dos distúrbios relacionados ao sono em pacientes com câncer podem ser indicados para aumentar a expectativa de vida", completou. 

Outra descoberta interessante foi que essa associação – entre a qualidade do sono e a possibilidade de morrer de câncer – é maior em pessoas não obesas. Estudos com ratos de laboratório mostraram que os níveis de incidência aumentaram nos animais mais magrinhos. As descobertas foram apresentadas na conferência internacional da Sociedade Torácica Americana, em São Francisco.