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Bruxismo - Fisioterapia pode controlar e aliviar

Bruxismo, ato de apertar ou ranger os dentes, tem sintomas bastante desagradáveis, como fortes dores nos músculos da mastigação, pescoço e cabeça, além de alterações no sono e na saúde bucal. Mas, de uns tempos para cá, a fisioterapia tem sido citada como forma alternativa de lidar com o problema, para relaxar a musculatura da face e melhorar os movimentos da mandíbula.

Apesar de não ter causa específica, fatores psicológicos influenciam muito no aparecimento dessa condição. E é aí que a fisioterapia entra, para aliviar a tensão muscular causada pelo ato de ranger os dentes. “A fisioterapia utiliza técnicas de massagens, auto relaxamento, luz infravermelha, T.E.N.S (método que utiliza corrente elétrica de baixa voltagem com finalidade analgésica), ultrassom ou mesmo calor com compressas quentes no local tensionado”, diz Renato Mussa, Ortodondista da Well Clinic.

Com sessões de fisioterapia desdobramentos do bruxismo – desgaste dental, retrações de gengiva, quebra de dentes, problemas periodontais, movimentações dentárias e problemas musculares e posturais – podem ser aliviados e até evitados.

No entanto, a cooperação de quem sofre com o problema também é muito importante. “Muitas vezes é necessária a mudança de hábitos e comportamentos que exigem um esforço maior do paciente. Um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, psicologia e odontologia, sempre exige muita confiança e vontade de se tratar”, diz Renato.

Acupuntura também ajuda 

Já a acupuntura tem como objetivo buscar o equilíbrio do corpo. Para isso, são feitas aplicações de agulhas (estímulos) na pele em pontos específicos de canais energéticos. “Estudos mostram que ela diminui o nível de atividade muscular e reduz os sinais e sintomas dessa doença”, afirma Renato.

Fique sabendo de o seu filho tem Bruxismo

Há pesquisas que registram crianças que rangem os dentes desde os três anos. Normalmente, a mãe ou a pessoa que fica a maior parte do tempo com os pequenos relata que ouve barulho de atrito entre os dentes durante o sono.

Segundo a odontopediatra Adriana Ortega, professora da Faculdade de Odontologia da USP, caso a mãe esteja desconfiada do problema, o diagnóstico deve ser complementado pelo exame físico, para o odontopediatra investigar se há sinais de desgaste nos dentes.

Há meios para controlar seus prejuízos, como o desgaste (irreversível) dos dentes, fratura de restaurações, dores de cabeça e face, além do som desagradável que pode ser incômodo para as pessoas que convivem com a criança.

O uso de placas para preservação do tecido dentário é utilizado em todos os pacientes com bruxismo adultos ou crianças, o que diferencia é o desenho e adaptação desses aparelhos de acordo com a idade do paciente.

Para investigar a fundo a causa do ranger de dentes é preciso marcar consultas com outros especialistas além do dentista. Pesquisas demonstram que muitas crianças com bruxismo podem apresentar sinais de ansiedade, estresse, apneia, entre outras alterações, que precisam de avaliação de diversos profissionais da área da saúde que não só o cirurgião-dentista.



Fonte : Terra Saúde
Foto   : Nathan B Dappen / Shutterstock


Rir diminui dor de dente? TPM dá mau hálito? Veja mitos e verdades

Pensa em saúde da boca e logo vem a sua cabeça que você deve escovar os dentes pelo menos três vezes por dia com pasta, usar fio dental, e ir regularmente ao dentista? Pois é, tudo isso é verdade, mas também podem existir questões que você nem imagina. 

Alguns fatores fisiológicos podem atrapalhar a boa saúde bucal especialmente das mulheres. Pode ser difícil ver uma conexão, mas a TPM pode aumentar as chances de ter mau hálito em algumas mulheres, explica a dentista Ana Paula Brugnera.

"Além da TPM influenciar na produção hormonal, ela é um fator de tensão emocional e estresse. Esse fator diminui o fluxo de salivação, o que propicia o mau hálito. Durante a TPM também cai a imunidade, o que pode aumentar a proliferação de bactérias", afirma.

O mau hálito pode ser consequência de uma série de fatores, afirma a dentista Renata Rebuffo. "Vários fatores podem gerar o mau hálito tais como a presença de bactérias existentes em nossa cavidade bucal, devido a uma higienização deficiente, que podem inclusive acarretar em problemas de saúde periodontal, o hábito de fumar, a ingestão de alimentos com cheiro forte, como o alho, problemas no trato digestivo como a gastrite", explica.

Por outro lado, rir da própria desgraça durante uma dor de dente, por exemplo, pode ajudar, segundo Brugnera.

"Toda vez que elevamos o espírito produzimos substâncias que são capazes de apaziguar as dores do corpo como um todo. Um estudo feito na Universidade de Oxford mostrou que indivíduos foram capazes de suportar até 10% mais dor após assistirem a vídeos engraçados", diz.
Cúrcuma ou pasta de dente?

A nutricionista Bela Gil, conhecida por promover uma alimentação para lá de saudável, chamou atenção ao indicar a cúrcuma para a escovação dos dentes. A informação foi posta à prova nas redes sociais e muito comentada por dentistas.

Em nota, o Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) afirmou que a Ciência não comprova a eficácia do tempero para a saúde dos dentes. "Não há evidência científica de que o uso de cúrcuma seja eficaz para evitar cáries e doenças na gengiva. Outras receitas caseiras que circulam na internet, que incluem ingredientes como bicarbonato de sódio e juá, por exemplo, também não têm respaldo científico", afirmou Marco Antonio Manfredini, secretário do Crosp.

O conselheiro lembra da importância do flúor contido na pasta de dente para evitar cáries, o que não é encontrado na cúrcuma. "O início da utilização de flúor na água de abastecimento público e em cremes dentais proporcionaram uma redução de mais de 60% das cáries [no país]", afirmou.

Segundo o dentista José Eduardo Rittes, que atua em São Paulo (SP), falta também ao tempero o abrasivo, que ajuda a remover películas que aderem ao dente e dá um polimento nas regiões escovadas.

"Eu não provei a cúrcuma, mas deve ter um gosto bem pior que pasta de dente. Imagina a população que já não gosta de escovar os dentes? Não faz o menor sentido", afirma.
Fuja de álcool e cigarro

Aliar boas práticas de higiene a uma alimentação saudável, ao uso moderado do álcool e sem cigarro previne contra manchas e erosões nos dentes e até ajuda a prevenir um câncer oral.

"Alimentos ácidos tais como o limão e o refrigerante podem causar a erosão ácida, já o consumo exagerado de alimentos doces sem a correta higienização, após o consumo, podem causar as cáries dentarias", diz Rebuffo.

Já o uso do cigarro e a ingestão de bebidas alcoólicas aumentam as chances de ter um câncer oral, que pode surgir na boca ou por toda a região do pescoço.

"O câncer de boca tem vários fatores de risco, como álcool e o cigarro. A presença de muitas bactérias e lesões bucais também podem beneficiar o surgimento do câncer, e elas se tornam mais incidentes quando não há a limpeza correta dos dentes e da mucosa", afirma Brugnera.

Fonte :UOL
Foto   : Site Saúde Dentária 

Álcool na adolescência pode prejudicar funções cerebrais para sempre

É crescente a preocupação das autoridades de saúde com o hábito entre adolescentes, cada vez mais precoce e mais frequente, da ingestão de bebidas alcoólicas, principalmente por ser esta situação admitida, tanto entre os jovens e também entre grande parte dos adultos, como algo comum e próprio da idade.

Os efeitos da intoxicação alcoólica aguda sobre o sensório, motricidade e juízo crítico são bem conhecidos e levam muitas vezes o adolescente a ter atitudes que não teria em condições normais. Além disso, um conjunto consistente de evidências científicas tem exposto os potenciais efeitos nocivos à saúde da intoxicação alcoólica aguda.

Nesta semana foi divulgada mais uma pesquisa que aborda esta questão. Foi publicado na revista científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research, um trabalho que demonstra os mecanismos celulares que são afetados pela exposição ao álcool de um cérebro adolescente, que ainda não está completamente desenvolvido e maduro. O estudo utilizou um modelo em ratos, que simula o abuso intermitente de álcool na adolescência, para determinar se a exposição ao álcool na adolescência pode levar a alterações de longo prazo na estrutura e função de circuitos neurais dos animais quando adultos. Esta hipótese foi formulada baseada no conhecimento de que a adolescência é um período crítico para o desenvolvimento e amadurecimento dos mecanismos cerebrais que controlam a cognição, as emoções e o comportamento social. Uma função cerebral normal no indivíduo adulto - principalmente no que tange à capacidade de planejamento, modulações inibitórias e memória - depende de uma série de fatores funcionais e estruturais no período da adolescência.

Os resultados revelaram que os ratos adultos que receberam álcool na adolescência apresentavam problemas de memória e cognição. Os cérebros desses ratos foram analisados por uma série de técnicas que permitem avaliar o desenvolvimento e amadurecimento dos circuitos neurais. Isto foi feito particularmente em uma região cerebral chamada de hipocampo, que é responsável pelo aprendizado e memória. Esta análise expôs alterações tanto funcionais quanto estruturais no hipocampo, o que explica os déficits comportamentais apresentados pelos animais.

Baseados nestes resultados os pesquisadores sugerem que o álcool na adolescência pode produzir uma ruptura na maturação normal dos neurônios, o que levaria a alterações permanentes de estrutura e função cerebrais. Os cientistas alertam também que, apesar de, por lei, a adolescência ir até os 18 anos, o cérebro completa o seu desenvolvimento por volta dos 20 anos de idade.

Por estas razões, adiar ao máximo a exposição dos jovens ao álcool é uma medida preventiva com impacto altamente positivo na saúde da população adulta.



Texto : ABC da Saúde
Fonte : Referência Bibliográfica-Alcoholism: Clinical & Experimental Research - 2015              April 27 DOI: 10.1111/acer.12725



A bruxa tem mas ninguém gosta de ter. Você sabia que Verruga é contagiosa?

O que é?
É um tumor benigno causado por vírus (HPV) Pappilomavirus humano, vírus este que pode causar também tumores malignos no colo do útero ou no pênis, segundo o sorotipo. São benignos os de sorotipo 1, 2, 3 e 4. 

A denominação das verrugas está relacionada ao lugar onde elas se desenvolvem ou ao seu aspecto.

Assim temos:

  1. verruga plantar nas solas,
  2. palmar nas palmas,
  3. anogenital ou condilama acuminado cerca do períneo,
  4. periungueal ao redor das unhas,
  5. subungueal sob as unhas,
  6. vulgar as de aspecto mais característico (couve-flor),
  7. plana,
  8. filiforme,

Como se adquire?

As verrugas são de causa infecciosa, transmitindo-se por contato com o vírus causador, contato este que pode variar desde um apertar as mãos até uma relação sexual ou a coçadura de uma lesão estabelecida que propicia a auto-inoculação, também é possível a transmissão através de objetos.

Como evolui?

Mínimas lesões da pele permitem o vírus penetrar nas células, obrigando-as a produzir uma proteína que interfere nas funções reguladoras da reprodução celular, com isto a reprodução celular se dá de forma anormalmente acelerada. A supressão desta regulação é temporária o que explica a permanência autolimitada das verrugas e seu desaparecimento após certo tempo.

O que se sente?

As verrugas são nódulos (proliferação celular) endurecidos, benignos, de cor acinzentada, que de forma geral não causam sintomas. Em determinadas situações (devido à localização) pode haver dor ou sangramento.

Como se faz o diagnóstico?

Em princípio o exame clínico é suficiente levando-se em conta os aspecto e a localização da lesão.

Como se previne?

Previne-se evitando o contato com o vírus. A prevenção é de difícil execução, sendo raro o adulto que já não tenha apresentado algum tipo de verruga. 


Fonte : ABCSaúde




Fique por dentro sobre Cálculo Renal - Pedra nos Rins



O que é?

O depósito organizado de sais minerais nos rins ou em qualquer parte do aparelho urinário é o que se chama de cálculo urinário. Cálculos constituídos por cálcio são os mais comuns. Outros minerais encontrados são: oxalato, fósforo, ácido úrico. As "pedras" podem também ser formadas por uma mistura destes elementos. Quando houver um excesso destes minerais no organismo, há uma tendência para que eles se depositem na urina. Como exemplo, pode se tomar uma pessoa que faça uso exagerado de leite e derivados, os quais são ricos em cálcio. Após um período de tempo haverá uma provável formação de cálculo de cálcio nos rins.

O que se sente?

O cálculo renal é o responsável pela famosa cólica renal: dor nas costas ou no abdome lateral ou embaixo das costelas com irradiação para o testículo do mesmo lado ou para o grande lábio vaginal nas mulheres. Geralmente é uma dor forte, intensa. O paciente pode ter sangue na urina. Se há infecção urinária concomitante o aparecimento de febre é comum. Os cálculos podem também ser assintomáticos e crescerem até um tamanho considerável, sem que o paciente os note.

Como se faz o diagnóstico?

A história e o exame físico geralmente trazem a suspeita de cálculo. O exame comum de urina apresenta sangue na maioria dos casos. O diagnóstico é confirmado através de radiografias abdominais,de ecografia abdominal ou , mais precisamente, de tomografia computadorizada abdominal total.

Como se trata?

O primeiro objetivo do tratamento é aliviar a dor do paciente, o que se faz com analgésicos e antiespasmódicos. Muitas pedras pequenas serão eliminadas espontaneamente pelo paciente. Outras necessitarão de um tratamento específico. Cálculos de ácido úrico poderão ser tratados clinicamente com grande ingestão de água, alcalinizantes da urina e substâncias que interferem na sua formação. Já os cálculos de cálcio não dissolvem dessa maneira.

Até alguns anos atrás, a maioria das pedras exigia um procedimento cirúrgico com extenso corte na pele do paciente. Atualmente, há vários métodos modernos no combate a litíase. A litotripsia extracorpórea utiliza ondas de choque que atravessam o corpo do paciente em direção ao cálculo, fragmentando-o em pequenas partes e sendo eliminados pela urina. As pedras também podem ser retiradas através de tubos chamados endoscópios, os quais são finos e possuem iluminação na extremidade. Podem ser colocados da uretra em direção ao rim e com pinças especiais ou em associação com litotripsia os cálculos são removidos. Outra forma de tratamento consiste na nefrolitotomia percutânea. Neste procedimento um tubo rígido é colocado no rim através da pele e por este tubo (nefroscópio) são retiradas as "pedras".

Os métodos modernos não estão livres de complicações e podem não ser efetivos, necessitando a complementação de outra modalidade de tratamento. É freqüente a litotripsia não quebrar o cálculo, sendo necessário retirar os fragmentos restantes através de outro método.

Como se previne?

Todos os pacientes com litíase devem realizar exames em busca de defeitos no metabolismo dos minerais. Dosagens no sangue e/ou na urina de cálcio, fósforo, ácido úrico, cistina, fosfatase alcalina, são exemplos de exames a serem solicitados. Alimentos que contenham esses elementos devem ser evitados ou não consumidos em exagero. Existem tabelas de alimentos com seus principais componentes que são úteis em orientar os pacientes no que deve ser evitado.

Todo o paciente que apresenta litíase deve ingerir uma quantidade de água o suficiente para produzir dois litros de urina por dia. Esse é um dos fatores mais importantes na prevenção de cálculos renais. Medicações específicas para determinados tipos de cálculo existem e são usadas em situações especiais.

Os cálculos renais devem ser prevenidos. Uma vez presentes no aparelho urinário devem ser tratados principalmente enquanto forem pequenos. Cálculos grandes são de difícil tratamento mesmo com as técnicas modernas descritas acima. As "pedras" causam obstrução com dilatação das vias urinárias, infecção, diminuição da função renal e insuficiência renal o que podem ser as conseqüências finais desta doença.


Fonte : ABC SAÚDE
Foto   : Imagem Internet